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Foi assim que aconteceu (calma, não vou contar tuuuudo)

por A Pipoca Mais Doce, em 13.03.13

Naqueles três primeiros meses em que não convém contar ao mundo que se está grávida, fui escrevendo uns textos sobre o tema, à espera do dia em que os poderia partilhar. Ora como esse dia chegou, aqui vai o primeiro deles, escrito a 16 de Janeiro:

 

Nunca fui uma pessoa de grande confiança no que toca a tomar a pílula. Em cada caixa de 21 comprimidinhos era perfeitamente normal que chegasse ao fim e me sobrassem três ou quatro . Ah, e tal, uma a mais, uma a menos, também não há-de ser nada. E também era muito normal ter várias caixas abertas e ir tomando de onde calhava. Tenho algumas amigas paranóicas que tomam a pílula SEMPRE à mesma hora, até põem alarme no telemóvel e tudo, não vá o diabo tecê-las. A minha regra sempre foi muito mais prática: tomo à hora que me deitar. Seja às oito da noite ou às seis da manhã, quercásaber. E, sinceramente, nunca me dei muito mal com esta regra. Até ao dia, claro. Em Agosto não tomei para aí umas sete pílulas, coisa pouca. O suficiente para o período se eclipsar. Ora ele, que sempre foi um bom rapaz, que sempre apareceu a horas, que nunca me pregou nenhum susto, um período que uma pessoa podia dizer "olha, sim senhor, é de confiança"... de repente, desapareceu. Foi-se. Sumiu-se. Passou uma semana, e depois duas, e depois três, e nada. Dois ou três testes de gravidez negativos, exames no hospital (tudo normal) e a conclusão que tinha sido um qualquer descontrolo hormonal. Brincar com a pílula dá nisto.

 

Vai daí fui à minha médica e disse-lhe que, já que tinha interrompido a pílula até se resolver o mistério do período desaparecido, se calhar não voltava mesmo a tomar. Não que estivesse a pensar engravidar nos tempos mais próximos, mas também já estava a caminhar para os 32 e se calhar era altura de me ir começando a preparar para a coisa. Mais não fosse mentalmente. Tudo muito certinho. Assim foi. Pílula arrumada a um canto e nem nunca mais pensei no assunto. Não andei a controlar dias, nem horas, nem períodos férteis, nem nada dessas coisas. Achava, mesmo, que ia demorar para aí dez anos a engravidar, por isso estava na paz do Senhor.

 

No primeiro mês tudo bem, o período apareceu certinho e direitinho, mas no segundo voltou a desaparecer. Não estranhei. Antes de começar a tomar a pílula, para aí há 50 anos, o meu período sempre teve vida própria. Aparecia quando queria, à hora que queria, era uma loucura. Por isso, tendo deixado a pílula, achei que estava a voltar às origens. Mas depois começaram os sintomas. Primeiro era o sono. Um sono do tamanho do mundo. Desvalorizei. Achei que depois de três semanas em Nova Iorque ia levar algum tempo a coordenar os sonos novamente, por isso não liguei muito. Depois foram as dores no peito e a sensação de estar sempre apertada e prestes a explodir. Hipocondríaca como sou, comecei logo a imaginar todo um conjunto de patologias que, seguramente, me tinham atacado.

 

Até que, na véspera de Natal, decidi comprar um teste de gravidez. Só assim naquela. Não achava nada que estivesse grávida, mas convinha começar a despistar hipóteses. Fiz o teste e... nada. Não apareceu nada. Nenhum sinal. Pensei que devia ter feito alguma coisa errada, ou que o teste não estava em condições, por isso deitei-o fora e não pensei mais no caso. Mas para aí duas horas depois decidi ir repescá-lo. Nem sempre o resultado aparece logo, por isso lá fui eu em busca do teste perdido. E lá estavam eles, dois tracinhos vermelhos. Não havia margem para dúvidas, eles estavam lá. Mas nem assim fiquei convencida. Como o teste andou duas horas às voltas no caixote do lixo, achei que era provável que se tivesse avariado lá pelo meio e que aquele resultado não fosse muito fidedigno. Por isso fui comprar outro. Um Clearblue, um daqueles testes mais moderninhos, que dão logo o tempo estimado de gravidez. Fiz o teste e passados uns três minutos lá apareceu o resultado no visor: "grávida 3+". Ou seja, grávida de mais de três semanas. Upssssssss!

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publicado às 22:34


63 comentários

De Marta a 13.03.2013 às 23:04

Olá! Para quando o FB do Pipocamaisdois?? ;)

De Ni a 13.03.2013 às 23:21

Parabéns pelo bebé...blog! E pelo outro, também, claro!

De Di a 13.03.2013 às 23:22

E (se é que já não o sentes), daqui por uns meses vais achar que o problema que tiveste com a pílula foi a melhor coisa que te aconteceu na vida. Fala quem nunca teve um pingo de instinto maternal e por causa de um mês (UM MÊS) de descuido hoje tem um baby de 10 meses que me põe a fazer beicinho por tudo e por nada :)

De Joana a 13.03.2013 às 23:58

Ups :)) Eu quando fiz o teste de gravidez a 12 de Janeiro tinha a certeza que ia dar negativo :) A verdade e que ja estava de 6 semanas :) Ups, que chatice :) boa sorte mama. beijoca

De Filipa a 13.03.2013 às 23:58

Eu descobri com 18 semanas.
Menstruação bastante irregular e nunca duvidei de nenhum sintoma, ou melhor, nunca associei !
Felicidades

De Filipa a 13.03.2013 às 23:58

Eu descobri com 18 semanas.
Menstruação bastante irregular e nunca duvidei de nenhum sintoma, ou melhor, nunca associei !
Felicidades

De Sara Florindo a 14.03.2013 às 00:38

Parabéns :) vou seguir os dois!

De Joana a 14.03.2013 às 01:46

Acho que era mesmo por este tipo de post que as pessoas ansiavam =)
Falando por mim, estava com imensa curiosidade por saber "como tinha acontecido", mas não sabia se o irias dizer, por ser algo talvez mais íntimo...
Agora ficou à espera da continuação, da tua reacção, da do Arrumadinho e famílias e por aí fora!
Mais uma vez muitas felicidades para os dois (três)!

Acho este blog uma excelente aposta. Eu também não me considero uma pessoa de crianças. Tenho 27 anos e o meu namorado tem mais 6 do que eu, e estamos prestes a ir viver juntos. Não me vejo a ser mãe antes dos 30, mas também posso dizer que já pensei "filhos? nunca!", e depois passei para um "talvez lá para os 35...". Actualmente, e apesar de não sentir o apelo da maternidade, já vejo a ideia com um olhar diferente, talvez pelo sentimento que tenho pelo namorado e por achar que sim, com ele faz sentido ter filhos. Enfim, não é algo que se consiga explicar. Voltando ao início do meu raciocínio, apesar de também não ser children friendly, fico sempre com algum entusiasmo quando calha a família próxima e amigas (apesar de ainda haver poucas, algumas lá se vão aventurando :)). Neste caso, como muita gente sente a tua gravidez como de alguém próximo, terei todo o gosto e curiosidade em frequentar aqui o novo estaminé!

Beijinhos!

De Fraldas a 14.03.2013 às 07:14

Parabéns! Vai ser sem dúvida uma aventura diária e as surpresas não param de aparecer.
Felicidades

De Mi a 14.03.2013 às 08:07

Igualzinho por aqui! Em Agosto andei uns 6 dias sem tomar nada. Esqueci-me completamente até estar de férias entre amigos e ver uma das minhas amigas a tomar. Fez-se o clique e pensei "epa, mas eu não devia estar a tomar uma coisa destas também?!" Mas nada de feijocas. Ufa, livrei-me. Em Dezembro, mais umas quantas pílulas esquecidas (umas 5 ou 6?) e NUNCA mais me lembrei de períodos e afins. Não veio, não era normal, mas eu estava a mudar de país e nem me lembrei que deveria vir!!! Comecei com alguns sintomas, o sono (mas sempre fui apreciadora de uma boa soneca), as mamocas doridas, o apetite... Tudo relativizado e atribuído à nova vida, num novo país. Visitei uma amiga (já mãe) que achou aquilo tudo muito estranho e me perguntou pelo dito cujo (período). "Ah, pois.... Não sei. Ups." Obrigou-me a fazer o teste. Comprei dois. O primeiro, positivo. Chorei, chorei, chorei. O meu marido só dizia "calma, à noite o resultado não é tão fiável", mas eu já sabia da história dos falsos positivos serem raríssimos, se não inexistentes! De manhã, lá fiz o outro. Positivo de novo. Marque eame no médico (um qualquer que eu nem conhecia cá ninguém!) lá nos desenrrascámos no Francês e a feijoca já tinha 8 semanas... Hoje tem 16 meses e agradeço-lhe por ter sido ela a escolher quando viria. :) Não foi fácil, mas agora é muito recompensador!
Um beijinho grande e Muitas Felicidades!!!

De Joana a 14.03.2013 às 21:28

Pelo que sei o que pode ser errado são os negativos, não os positivos. Ou seja, a gravidez pode ainda estar tão no início que a hormona que dá o positivo ainda não é detectada. Agora os positivos não erram, não podem estar a detectar algo que não está lá - a não ser em casos de abortos recentes (que, nalgumas pessoas, nem sabem os ter sofrido, nem chegaram a saber que estavam grávidas).
O facto de os resultados não serem tão fiáveis à noite também tem a ver com os positivos, a urina da manhã tem a tal hormona mais concentrada, à noite poderá é dar um falso negativo.

Bjinhos e felicidades.

De Mi a 15.03.2013 às 08:14

Olá Joana, foi isso mesmo o que eu quis dizer... :)
Eu sabia que são raros os casos de "falso positivo" ou seja, o positivo que na realidade é negativo! :D
Por isso, mesmo fazendo o teste à noite, eu sabia que se desse positivo, as hipóteses de na realidade não estar grávida eram mínimas!
Daí o "desespero". Mas já passou... :) E ainda bem que não era um falso positivo!!! :) :)
Beijinho

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