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Os meus medos

por A Pipoca Mais Doce, em 08.05.13

Há um episódio do Sexo e a Cidade do qual me lembro frequentemente. Bom, há muitos de que me lembro, se não mesmo de todos, mas este ficou-me aqui a remoer. É quando a Samantha está num café com a Carrie a falar-lhe do cancro da mama e a Carrie passa o tempo todo a tranquilizá-la, a dizer que vai ficar tudo bem, que se vai curar. E a Samantha pede-lhe que pare e que a deixe falar dos seus medos, daquilo que a aterroriza na doença. Eu sei que o papel dos amigos é esse: oferecer-nos um ombro, passar-nos a mão no pêlo, garantir que tudo vai correr pelo melhor, que estupidez, é claro que tudo vai correr pelo melhor. Mas às vezes era bom que alguém ouvisse as nossas preocupações, aquelas que estão lá no fundinho do coração, no lado mais negro do espírito. E eu tenho algumas (várias, muitas) em relação à gravidez/maternidade.

 

Feliz ou infelizmente, casei com a pessoa mais optimista do mundo, a pessoa que vê sempre o copo meio cheio, a pessoa que é incapaz de sofrer por antecipação, a pessoa que se recusa a traçar um cenário mais negro. E se isso é bom na maioria das vezes, outras há em que chateia. Incomoda. Porque às vezes é bom sermos confrontados com todas as hipóteses, mesmo as mais duras. Lembro-me que quando na ecografia dos cinco meses a médica detectou uma possível malformação nas veias pulmonares do puto, fiquei imediatamente em pânico. Foi a uma quinta-feira e só consegui marcar ecocardiograma para a segunda seguinte. Pelo meio, um ataque de pânico: e se o bebé não estiver bem? E se tiver um problema cardíaco? E se não sobreviver? E se, e se, e se? Como sempre, o homem parecia não me ouvir. Que era um disparate, que de certeza que não era nada, que não valia a pena estar já a stressar, depois de se ir ao médico logo se via. Mas não era isso que eu queria ouvir. Eu queria um plano, uma solução  para o caso de as coisas correrem efectivamente mal. Depois, afinal, estava tudo bem, mas naquela altura eu precisava que alguém me mostrasse o outro lado, o lado negro. E quem diz esta situação específica diz qualquer outra relativa à gravidez. Nunca ninguém me deixa falar daquilo que realmente me atemoriza. O impulso é sempre para acalmar os meus medos, desvalorizá-los, procurar uma perspectiva mais optimista. Eu agradeço, a sério, mas também gostava que alguém percebesse que esta coisa toda da gravidez e da maternidade está longe de ser só rosas, e sonhos fofinhos, e a perspectiva de uma vida plena de felicidade. Não! Não é só isso. E se ninguém me deixa falar, então escrevo aqui, que para alguma coisa me tem de servir ter um blog:

 

1- Tenho medo de quinar durante o parto. O problema é ver demasiadas Anatomias de Grey e, de vez em quando, o programa da Fátima Lopes. Estou sempre a esbarrar em casos destes. E a coisa assusta-me muito. E se o meu coração for fraquito e não aguentar? E se me esvair em sangue? E se apanhar uma daquelas infecções fatais? Também tenho medo de morrer algures no processo da gravidez e nunca vir a conhecer o Mateus. Eu sei, são pensamentos mesmo obscuros, mas eu avisei.

 

2- Medo de partos prematuros. Uma vez mais, a Anatomia de Grey não ajuda. Sempre que sinto uma pontada mais forte ou uma dor diferente, lá fico eu a tremer e a achar que o puto já está a querer sair. Só estou grávida de 25 semanas, sei que a partir daqui a taxa de sobrevivência vai sendo cada vez maior, mas não estou preparada para ter um filho e espetarem com ele, minúsculo, numa incubadora, todo cheio de fios e máquinas assustadoras. Conheço alguns casais que tiveram bebés prematuros e sei que é uma luta diária e que, muitas vezes, se arrasta por meses (já para não falar das possíveis sequelas).

 

3- Medo do parto, seja ele qual for: normal ou cesariana. Desconfio que vou ser a primeira mulher a dizer "desisto, chega desta brincadeira, empurrem o puto lá para dentro outra vez e ficamos assim, amigos como sempre".

 

4- Medo das doenças. Há tanta coisa que pode correr mal neste processo complicadíssimo de gerar uma criança que eu acho absolutamente admirável que elas nasçam perfeitinhas e sem problemas. Passamos a vida a ouvir "o importante é que nasça perfeito", e achamos aquilo uma treta, uma coisa que se diz só por dizer, mas assim que engravidamos percebemos que é mesmo assim. Só quero que ele tenha tudo no sítio, a funcionar como deve de ser com os cinco sentidos, sem doenças raras e esquistas e dolorosas.

 

5- Medo de não gostar do bebé. TODA a gente me diz que isto não acontece, que não há memória de uma mãe não gostar da sua criança, mas e se acontecer? E se eu não criar nenhum laço com aquele ser? Se for só um estranho que me caiu nos braços e de quem, a partir de agora, tenho de cuidar? Ainda há dias estava a ler um livro sobre gravidez que diz que se começarmos com maus instintos relativamente à criança é melhor procurar logo ajuda psicológica. Oh-meu-Deus! Maus instintos COMO? Vontade de o atirar pela janela? De o beliscar? E se eu tiver esses maus instintos?

 

6- Medo de gostar tanto ao ponto de me tornar uma obcecada incapaz de perceber que há mais mundo (conheço vários casos).

 

7- Medo de não fazer a mínima ideia de como tratar do miúdo. Neste momento não tenho mesmo qualquer ideia de como é que se trata de uma criança, nem sequer lhes sei pegar, por isso temo o que aí vem. Dizem que é instintivo, que com o nosso sabemos, que é diferente, que parece que já nascemos ensinadas, mas eu não sei se é bem assim. E se o deixar cair? E se lhe partir um braço ao vesti-lo? E se o deixar escorregar no banho? E se lhe passar um qualquer alimento para as mãos e ele se engasgar? E se adormecer e não o ouvir numa situação de aflição?

 

8- Medo da privação do sono. Até agora desconheço o que isto seja, mas tenho medo, muito medo de ficar maluca com a falta de sono. Impedir as pessoas de dormirem é uma das torturas mais antigas. E se eu ficar louca?

 

9- Medo de nunca mais ter tempo para nada. Agora, de forma consciente, eu sei que QUERO ter tempo para isto e para aquilo. Sei que VOU arranjar tempo para continuar a ter uma vida para além da maternidade. Mas isso é o agora. E o depois? Será que vou conseguir? Será que a criança não me vai absorver a 300% ? Será que não me vou anular em todos os sentidos? Será que o casamento sobrevive?

 

10- Medo de não ser capaz de lhe proporcionar a vida que imagino. Sei o dia de hoje, desconheço o de amanhã (mesmo que me vá precavendo). E se eu ou o pai (ou ambos) deixarmos de ter trabalho? E se ficarmos sem dinheiro? E se não lhe puder garantir os cuidados básicos de saúde, educação ou alimentação? Se não o puder vestir adequadamente? Se não tivermos como pagar uma casa? 

 

11- Medo de não conseguir educar um ser humano decente, e bom, e justo. Lembro-me do filme "We Need to Talk About Kevin", com a criança mais malvada que já alguma vez se viu, e penso que é fácil falhar na educação (ou então são os genes que já vêm estragados). Há tantos modelos, tantas alternativas, tantas teorias e pedagogias, como é que vou saber qual a melhor, a mais correcta, a mais acertada?

 

Enfim, estes são alguns dos meus medos. De certeza que, se pensasse bem, encontraria mais meia dúzia, mas também não quero desmotivar as grávidas que me possam estar a ler, ou mesmo as leitoras que andem a pensar em engravidar. Longe de mim assustar-vos, até porque tenho a certeza que haverá para aí futuras mamãs que não são assoladas por nada disto. Mas eu tenho medos, acredito que fazem parte do processo, e acho que é bom exteriorizá-los. Não passo os dias obcecada com isto, a maior parte do tempo vivo de espírito alegre e na ilusão de que vai ser tudo uma maravilha, mas às vezes... às vezes lá vem a voz da consciência. E é nessa altura que me dá para textos como este.

 

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publicado às 21:49


249 comentários

De joana a 08.05.2013 às 23:04

menos pipoca , para isso não engravidavas -.- tristeza

De A Pipoca Mais Doce a 08.05.2013 às 23:29

Tristeza são comentários deste género. Se calhar nunca lhe explicaram, mas os medos são irracionais. Involuntários. Não se escolhem nem se decide quais ter ou deixar de ter. E nenhuma pessoa, antes de engravidar, pode saber quais os medos que a vão assolar. Pode pensar, ter uma ideia, calcular, mas só quando vive a situação é que sabe. Acredito que muitos dos meus medos não tenham fundamento, tenham só a ver com desconhecimento. Afinal, é a primeira vez que estou grávida. E, lá no fundo, acredito que tudo correrá pelo melhor. Mas acho que tenho direito e que é normal pensar em todos os panoramas, incluindo os mais negros. A teoria do "se era para isso não engravidavas" é só desprovida de qualquer sentido. Há quem tenha medo do primeiro dia de aulas. O que é que diz a essas pessoas? "Se era para isso não ias para a faculdade?".

De MJG a 09.05.2013 às 23:07

O comentário da Joana é estúpido e insensível. Estou gravida de 32 semanas (minha segunda gravidez) e tenho os mesmos medos e receios. E devo dizer que relativamente ao meu primeiro filho poderia fazer uma lista ainda maior. Em todas as fases da vida deles temos duvidas, medos e incertezas. É perfeitamente normal. Adorei o texto :) senti-me acompanhada nos meus receios. Obrigada tambem tenho um marido super optimista :). Por favor, continue a partilhar os seus estados de alma e esqueça os comentários desagradáveis.

De Isa a 10.05.2013 às 03:22

Pipoca, as pessoas (eu sou um amor e gosto de elogiar até o ser mais mais deprimente chamando-lhe coisas fofas como "pessoa") como a Joana, que, claramente, nunca engravidou, devem ler este seu texto um pouco dentro do conceito de "como um burro olha para um palácio". As letras estão lá, as frases estão mais do que claras e o texto segue uma linha de pensamento que milhões de mulheres têm nesta fase da sua vida...mas, como bom e eficiente ser ignorante, a Joana leu e não compreendeu ou não se retrata ou é só do contra - solução? perder tempo a escrever uma frase parva e despropositada.

Eu sinceramente não compreendo, para quê tecer um comentário assim? Leu e não gostou? Leu e não percebeu? Leu e não se identifica? Fácil...fecha a página e vai visitar coisas com que se identifique mais...

Pipoca...fui mãe à cerca de 2 meses e nos últimos três meses de gravidez (até lá estive em negação) só pensava no parto, no que ainda podia acontecer até lá, no que podia acontecer depois, no que podia acontecer ao puto...existem grávidas que não o façam? Até ver...não conheço nenhuma! Cheguei mesmo a ter uma conversa séria, calma e consciente com o marido sobre quais as minhas opções, convicções e escolhas a respeitar caso me acontecesse a mim alguma coisa antes, durante ou depois.

Sabe Joana...o mundo não é cor-de-rosa, lamento imenso revelar este facto a alguém tão puro como a Joana deve ser. O mundo é feito de casos de gravidez que terminam extremamente bem e de casos de gravidez que terminam (ou não) muito mal. Qualquer pessoa, qualquer mãe, qualquer mulher grávida, minimamente informada e consciente do que está a fazer e a viver tem alguns medos...chama-se viver, ser, saber, estar! Para fazer comentários como o seu, olhe..."para isso, estava calada e quieta!"

Pipoca, tudo de bom e muita força!! Inspira, expira e pensamento positivo até ao primeiro momento em que vai apalpar o rebento e contar os dedos todinhos como se não houvesse amanhã :)

Depois do primeiro instante com o pequenote muitos destes medos desparecem, garanto...outros virão com cada nova fase... Valem todos a pena ;)

De Inês Dunas a 10.05.2013 às 19:54

Em primeiro lugar parabéns pela coragem de admitir que tem medos!
Claro que os tem!
Toda a grávida tem, porém nem toda a grávida os admite abertamente...
( mas deviam porque tornariam os medos menores e a ansiedade, por ser partilhada, mais tolerável.)
O problema é que para algumas mulheres assumir que têm receio de ser mães, de não estarem preparadas ou à altura, de não sentirem uma ligação ao bebé (o tal amor incondicional que 98% dizem ter sentido mal olharam para o bebé a primeira vez), que hajam complicações, doenças e afins é admitirem que não são tão capazes como as outras, ou assumirem (para si mesmas) que não têm o instinto maternal tão apurado como as amigas e isso assusta-as de morte!
O amor constrói-se passo a passo e cresce de dia para dia, claro que é o nosso bebé, que mesmo todo inchado e feiinho nós conseguimos vê-lo sempre mais giro que os outros recém-nascidos ! ( hoje quando vejo as fotos da minha, quando recém-nascida penso:
- Credo... Agora é que ela é linda de morrer, como é que na altura a achava tão bonita se ela parecia um cotovelo, coitadinha...)
Claro que temos um sentimento de protecção em relação aquele pequeno ser, que o amamos, que o queremos saudável mas...
O amor incondicional?
Já existe talvez, mas a meu ver pelo menos nas primeiras semanas está escondido entre o :
Ai caraças que agora isto é a serio...
Ai caraças que ele/a está a chorar outra vez porquê?
Ai caraças que doem-me os mamilos como a porra e ele já está de goela aberta para mamar outra vez?
Ai caraças será que tem febre? Se ficar doente o que é que eu faço???
Ai caraças se eu durmo e ele chora e eu não ouço e acontece alguma coisa...

No dia a dia constrói-se o nosso manual de instruções, entre erros e tentativas felizes, mas os medos vão-se renovando em outros campos, outras idades, outros perigos...
O facto de termos medos por eles é a prova viva de que os amamos e já existe um laço inquebrável!
Um grande beijinhos em si e no baby !


De Wise Up a 12.05.2013 às 12:07

Apoiada!

Que "raio" de comentário!

Força!

De VS a 16.07.2013 às 13:32

Só alguém MUITO ignorante sobre os processos psíquicos normais da gravidez podia fazer um comentário como "para isso não engravidavas"...

Tudo o que foi descrito faz parte e é apenas SAUDÁVEL que a mãe tenha consciência destes medos, que significam, no fundo, quero ser uma boa mãe e quero ter uma família feliz.

De Sónia a 08.05.2013 às 23:36

Oh Joana, que estupidez, MAS QUE ESTUPIDEZ de comentário!
É preciso ser-se muito mal formada mesmo! Fónix! Isso e não saber interpretar um texto.

De Cila a 09.05.2013 às 10:09

Com razão, que tristeza de comentário!!!

De Cris Pinto a 08.05.2013 às 23:43

Este comentário é no mínimo de alguém ignorante e que, claramente, só vem comentar para pisar, para contrariar, para chatear. Enfim.

De Inês a 08.05.2013 às 23:47

Oh miga modera esses comentários de quem não faz puto de ideia do que é ter um filho... Se neste mundo existir uma grávida que não tenha medos, então, não é deste mundo. É natural e ainda bem que assim o é... É sinal de consciência e de que as pessoas não são uma pedra de gelo e desprovidas de sentimentos.

De Sílvia a 08.05.2013 às 23:54

És bem estúpida oh Joana! Desculpem a sinceridade, mas a única coisa que me ocorre chamar-te é ESTÚPIDA!

Vai beber chá que precisas!

De Maria a 09.05.2013 às 00:13

Oh joana, é crescer um bocadinho, e pedir a alguém que lhe ponha um bebé na barriga. Vai ver que também sente a "tristeza" de que fala ;)

De Susana a 09.05.2013 às 14:02

Joana...que comentário mais IDIOTA!!!!!!!!!!!!!!!!!! Você é que é uma tristeza de pessoinha!

De Sara a 09.05.2013 às 15:27

És mesmo uma triste!

De Sara a 09.05.2013 às 23:15

Acho uma falta de respeito este tipo de comentários
espero sinceramente Joana que nunca passe por o tormento que é o medo de falhar ou de não ser capaz de cuidar de uma criança...
tive medo, e infelizmente falhei e e vou ter que viver com essa culpa para sempre..
tenha juízo e respeito...

De Sofia T a 10.05.2013 às 09:39

É preciso ser tãaaao mal-formado para fazer um comentário destes...

De Estela a 08.05.2013 às 23:06

Texto corajoso :)) Li com atenção, compreendo, mas acredito que vai mesmo correr tudo bem:)

De Joana Vicente a 09.05.2013 às 16:17

Olá Ana,

Posso-te dar alguns exemplos de medos: uma amiga depois de ter a bébé não se aproximava de nenhuma varanda com medo que a bébé lhe caisse dos braços! Pode parecer loucura mas ela sentia-se assim. Uma outra amiga minha quando entrou em trabalho de parto tentou fugir já com 3 dedos de dilatação estilo : Ok, teve muita graça mas não quero mais isto e vou voltar para casa !

Um mini-conselho que eu te gostaria de dar era para ponderares bem a opção de parto induzido. Não tenho estatísticas mas pelo que vejo de amigas que o fizeram e de quem optou pelo ' chamamento da natureza ' a diferença de sofrimento é bastante grande. Parece que o corpo não tem tempo de se preparar e muitas vezes as grávidas optam por este método porque a médica que as acompanha não pode acompanhar no próprio dia e ' é mais fácil', acabando por aceitar esse procedimento.
Pelo contrario, dou-te um exemplo de uma amiga que deixou as coisas correrem naturalmente, quando começou a sentir contracções foi a casa buscar as malas tranquilamente, ainda foi com o marido ao MacDonalds e só depois foi para o hóspital. Não lhe fizeram nenhuma episiotomia e o bébé nasceu 4h depois ( ao contrário da minha irmã que por ex ficou praticamente um dia inteiro.. ). Não teve o médico que a acompanhou durante a gravidez mas teve uma equipa a apoiá-la e sentiu que era a melhor escolha. Muitos beijinhos e acredita que vai tudo correr bem !

PS - Dizem que a oxitocina libertada provoca o esquecimento da dor do parto, por isso é que há mulheres que não ficam só por um filho !

Joana

De Rui Costa Lopes a 08.05.2013 às 23:15

São medos válidos claro.
E pensar sobre eles acho que ajuda mais do que complica.
A mim, 6 meses depois de ter nascido, estou muito contente de já não pensar em quase nada.
O medo que mais sentido me fazia antes e que tinha toda a razão para o sentir foi o 8.
Foi para mim de longe o mais dificil até agora. Seria tão bom se pudéssemos ter um reservatorio de sono.
Boa sorte! Que os teus medos sejam recordados como parvoices daqui a uns tempos

De R. a 08.05.2013 às 23:28

Eu acho que, aconteça o que acontecer, tu vais ter a capacidade e força suficientes para lidar com as coisas da melhor maneira. Quando os miúdo nascem, nasce também uma força, que não se sabe de onde vem, que torna as mães em verdadeiras super mulheres. Não serás excepção. Há muitos medos que terás certamente que enfrentar, mas não duvides que és capaz.
Quanto ao filme, o Kevin era assim porque a mãe sempre o desprezou. Não queria um filho. Ele ficou com tanto ódio dela que a infelicidade da mãe era o seu objectivo. Pessoas más há em todo o lado, mas se lhe ensinares a amar, a dar valor às pessoas, o Mateus dificilmente será assim.
Muita força :)

De Juless a 08.05.2013 às 23:34

Parabéns pela coragem de exteriorizar o que a maioria não diz. Eu penso sobre a grande maioria desses medos quase diariamente.
Em relação ao parto há um medo genérico, mas tento não concretizar muito nos detalhes.
Além do nascer perfeitinho existem milhentas coisas que podem ser descobertas posteriormente...
Não me assusta o saber vestir, dar banho, dar de comer, pq acho que aí teremos apoio.
Assusta-me a parte da educação. Saber dar carinho sem sufocar.
Gostava de conseguir criar um ser humano com espirito positivo, alegre, optimista, uma pessoa bem formada mas tudo isso é uma incognita.
Será sem dúvida o "projeto" mais exigente de uma vida: criar e educar um filho!

De D a 08.05.2013 às 23:35


Estou, neste momento, com 39 semanas.
Muito próxima de enfrentar todos esses medos e mais alguns.
Compreendo perfeitamente o que diz! Ainda bem que não sou a única ;)

De Sofia a 08.05.2013 às 23:37

Como te entendo, ainda não sou mãe, nem sequer estou grávida, mas tenciono para o ano começar a pensar seriamente no assunto e tddddssss os teus medos são os meus MEDOS!!! E sinceramente acho que todas as mulheres lá no fundo também os sentem... Agora, acho que vais ser uma excelente mãe, não tenhas dúvidas acerca disso ;)

De Marg a 08.05.2013 às 23:57

Pipoca, visito o blog com frequência apesar de não estar ainda no mundo da maternidade. Contudo, conheço bem o mundo do medo, dos receios dos e se... Por isso, compreendo essa angústia. Esses medos são comuns a muitas mulheres, mas é também comum as mulheres acharem que não se devem queixar, de que maternidade é só felicidade.
Não sei afastar esses medos, nem vou dizer que vai correr tudo bem porque não sei, mas espero que sim!

De Merry Chillaz a 08.05.2013 às 23:47

Olá!

Li o teu post e apesar de não ser mãe, nunca ter estado grávida, nem prever estar nos próximos anos, compreendo perfeitamente a existência de todos esses medos irracionais e indesejáveis que estás a ter e a sentir.

Na minha opinião, no que toca à parte biológica e física da coisa, o melhor é deixar nas mãos dos médicos. Em princípio, e confiando na evolução da medicina, mesmo que algo corra mal no parto, tens muitos aparelhos e métodos e medicamentos super evoluídos que te poderão ajudar. Acho que deves pensar muito bem no hospital onde queres ter o bébé e transmitir esses receios ao teu médico. Se tiveres historial de doenças esquisitas na família ou alguém que já tenha tido partos complicados, se calhar é algo a referir ao médico.
Se, eventualmente, algo correr mal, pareces-me uma mulher que vai dar a volta por cima e vais-te conseguir adaptar à realidade que estás a viver, seja boa ou má. Sempre ouvi dizer que nas gravidezes só está tudo bem quando o bébé está cá fora nos braços da mãe, com os 10 dedos das mãos, os 10 dedos dos pés, tudo a correr bem e feliz. Mas mesmo depois não sabes se o teu filho não poderá ter um problema de saúde qualquer (espero que não, claro!).
No fundo, acho que nunca se está preparado para estas coisas e os receios de algo correr mal são mais que fundados e legítimos. Tens é de encontrar a tua própria forma de lidar com esses medos e traçar o teu próprio plano, ainda que mental, para o caso de algum desses medos se tornar realidade. Estou a torcer por ti e pelo Mati :)

No resto, a não ser que tenhas alguma depressão pós-parto (o que acontece e conheço quem tenha tido), não acredito que não vás gostar da criança, mas isso logo se vê e o teu marido deverá ter atenção a possíveis sinais de depressão e ajudar-te nessa fase.
A parte de te adaptares ao bébé vai ser dificil e desafiante. Afinal, eles só comem e dormem e sujam a fralda e não falam...só choram. Choram por tudo até aprenderem a verbalizar o que sentem...até lá tens de te aguentar à bronca (infelizmente). Mas também não acredito que essas dificuldades iniciais signifiquem que tens de sacrificar a tua vida toda. Aliás, conheço amigos que já são pais que se obrigavam a sair uma vez por semana (só os 2), para bem do casamento, e deixavam a criança com familiares ou até amigos de confiança. Por isso é tudo uma questão de planeamento, parece-me.

Claro que não tenho a parte da experiência para te aconselhar, mas também não acredito que precise de ser mãe para te dizer estas coisas.
Espero que corra tudo bem e que o Mati seja daqueles fofos que dorme 20h por dia e come nas outras 4h sem dar problemas :)

Beijinhos
PS: Desculpa o post longo! lol

De Andreia a 08.05.2013 às 23:47

Olá Pipoca,

Na verdade a gravidez é mesmo assim. Nos primeiros três meses morremos de medo porque é a fase mais frágil. No segundo trimestre temos a ecografia morfológica que é mais um marco para descansarmos, ou não. Depois vem o último trimestre. Normalmente estamos mais descansadas. Já passou o perigo. Agora é só esperar para sair.
Penso que a melhor forma de pensar nesses medos todos é tentar não pensar muito neles. Só pensar no que temos que resolver nos tempos próximos. Alguma dúvida que tenhas, alguma dor, algum sinal telefona logo à médica. Acho que não devemos pensar não deve ser nada. Se temos dúvidas, nem que seja para a saúde 24 temos que as tirar, é para isso que eles estão lá.
Desculpa o que vou dizer a seguir, não é para te assustar.
Perdi o meu bebé às 36 semanas há 4 meses. Era perfeitinho. O cordão umbilical é que era muito fino e torceu. Foi um azar, dizem.
Numa próxima gravidez com certeza que vou estar super ansiosa, cheia de medos. Mas vou tentar ao máximo gozar essa gravidez com a mesma intensidade.

O que te quero dizer é que tentes viver ao máximo essa gravidez. Mas sempre alerta :). Do depois não tenho experiência, mas penso que é como dizem. Aprendemos tudo num instante, gostamos deles mesmo que sejam feinhos feinhos e dizemos: ai é tão lindo!

Muita sorte e aproveita!!!!

P.S.: Não fico chateada se não publicares o comentário. Gostava é que o lesses :)

De Margarida a 09.05.2013 às 06:39

Andreia,

Que comentário corajoso, que visão optimista, e que uma postura admirável. Os meus parabéns pela enorme inteligência emocional que demonstra.
Fiquei em pânico, claro. Mas impressionada.

Já lhe disseram com certeza, mas a natureza é sábia... tenho a certeza que da próxima vez tudo irá correr bem.

Boa sorte e um beijinho.

De adriana a 09.05.2013 às 10:06

Olá Andreia,

De facto um comentário impressionante... perder um bebé às 36 semanas!
Mas o que é isto?! Ele/ela já estaria em perfeitas condições para sobreviver caso
lhe tivessem provocado o parto. E desculparem-se com - "foi um azar"!!!! Como se sobrevive mentalmente e mesmo fisicamente a uma situação destas? Que horror!

Admiro deveras a coragem de falar neste assunto. Parabéns mesmo, cá do fundinho :).
Eu fui mãe pela primeira vez há 19 meses e lembro-me que a partir de determinada altura (por volta das 30 semana, acho) nas duas ultimas eco's , me fizeram uma serie de "pesquisas" ao cordão umbilical exactamente para despistar quaisquer malformações e para perceber se o cordão teria largura suficiente para enviar oxigénio e outras coisas essenciais ao bebé.
Andreia não lhe fizeram isto? Se não lhe fizeram foi um erro do técnico de imagiologia ... por isso na próxima gravidez, já sabe o que terá e poderá exigir.

bjinhos e a melhor sorte do mundo para a próxima aventura pela maternidade.

De Andreia a 10.05.2013 às 13:01

Este assunto é muito camuflado. Se eu tivesse a noção que a perda no final do tempo acontece mais vezes do que se pensa teria tido muito mais atenção quando o meu filho deixou de mexer tanto. Quando se é mãe pela primeira vez não se tem noção. Pensei que estivesse a ficar apertadinho e fosse normal. O cordão além de fino era muito longo. Já perguntei a vários médicos e técnicos se teria sido possível detectar. O que me dizem é que não sabendo do problema não é prática insistir na análise do cordão. Lembro-me da médica duas semanas antes ver e o sangue fluia normalmente. A culpa maior ninguém ma tira. Eu é que devia ter pressentido que alguma coisa estava mal.
Por isso, apesar de assustar as grávidas, penso que estando avisadas estão muito mais atentas. Eu preferia ter estado uma gravidez assustada e agora ter o meu filho nos braços.
Obrigada pela força.

De Tica a 18.05.2013 às 17:58

Andreia,
muita força, porque o seu caso é deveras triste, quando se sabe que às 36 semanas os bebés estão aptos a viver cá fora. É melhor não pensar mais sobre isto, ninguém é infalível e a culpa não é sua. Mas é corajosa em mostrar o que lhe aconteceu porque previne as futuras mamãs. Eu quando estava de 37/38/39 também fiquei muito ansiosa, porque soube de um caso em que às 38 o coração do bebé tinha parado, fiquei tão ansiosa e andava sempre alerta (também achava que se mexia pouco), tão alerta que fui ao hospital, e lá viram que estava tudo bem. Se uma mãe acha que algo está mal, é perguntar logo aos médicos.
Muita força e bem haja pelo testemunho.

De Juless a 09.05.2013 às 11:41

Já teve a sua sorte madrasta! Agora o que vier será certamente melhor.
Deve ser uma situação complicada de passar, às 36, 40 semanas, 1 ano de vida, 25 anos! Uma perda é sempre uma perda.

De Paula Guimarães a 10.05.2013 às 14:14

o meu bebe nasceu de 37, nem consigo imaginar a tua dor, na fase em que era em que tudo se sente! um abraço apertado e muita força e otimismo pro proximo!

De Rita a 08.05.2013 às 23:48

Medos... quem não os tem?!?!
E os medos que descreves acho que são na sua maioria, comuns às futuras mães.
E vão surgir mais (não quero assustar, mas vão).
Tudo o que implica uma mudança pode provocar medo ou receio, e há mudança maior do que ter um pequeno ser à nossa guarda?

Eu ando a pensar no 2º, e embora alguns dos medos já estejam arrumados e devidamente catalogados, sei que alguns deles vão surgir novamente. E outros novos vão aparecer.
Faz parte.
Eu acho qu se não tivessemos esses "medos" era sinal que não estavamos preparadas para ser mães. Portanto... estás no bom caminho :)
(ao reler o meu post, penso... sou mesmo caguinfas :P )

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  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D