Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


Aventuras da Mamã #15

por A Pipoca Mais Doce, em 30.09.13



Aaaaaaaaaah, as vacinas!


A primeira vacina que o Mateus levou foi ainda na maternidade e, graças a todos os santinhos, não tive de assistir a esse momento. A ideia de espetarem uma agulha no meu pequeno texugo era demais para mim, pessoa que quando tem de ir fazer análises começa a ventilar quatro dias antes. Assim não vi e foi como se não sentisse. Depois, com uma semana e já fora do hospital, teve de levar a vacina da BCG. E lá comecei eu a ficar com os nervos em franja, a antecipar a dor que ele ia sentir, a pensar que ia chorar até lhe faltar o ar (ele e eu). Quando entrámos no consultório e eu comecei a suspirar repetidamente, o meu homem disse-me que era melhor esperar lá fora, que me custava menos, mas não fui capaz. Tinha de estar ali, ao lado do miúdo, a segurar-lhe a mão e pronta para lhe limpar as lágrimas. Já me tinham dito que era uma vacina dolorosa, por isso enchi-me de coragem e preparei-me para o pior. Preparei-me, preparei-me, preparei-me... e nada. Nem um guincho, nem uma lágirma, nada. Andei eu ali a consumir-me e o Mateus parecia que estava na praia, todo contentinho. Bem, melhor assim, claro, mas fiquei um bocado desconfiada, a pensar “tu queres ver que ele só vai perceber o que lhe aconteceu daqui a meia hora e aí é que vai começar o berreiro?”. Mas não, nada. Um alívio. A semana passada houve nova dose, a dois dois meses. Desta vez não para uma, mas para três vacinas. E lá comecei eu novamente a hiperventilar. Três é dose. A enfermeira que nos atendeu tinha uma paciência de santa e explicou que uma das vacinas era tranquila e que as outras duas doíam. Começámos pela que não doía e, de facto, nem um pio. Depois, as outras. Dois berros e calou-se. Só isto. A única prova de que levou vacinas foram os três pensos nas pernas badochinhas. Portou-se lindamente, um orgulho. Já a mãe não se portou tão bem, sempre com o coração apertado, sempre com vontade de morder na enfermeira, sempre à espera que ela dissesse “aaaaah, estamos aqui com um probleminha no sistema e o Mateus não vai poder ser vacinado hoje”. Quis adiar o momento ao máximo, só para não o ver sofrer, mas sem dúvida que eu sofri muito mais do que ele. Aliás, tive de virar a cara de cada vez que via a agulha a encaminhar-se para o miúdo. Eu sei, eu sei, é para bem dele, mas só me apetecia pôr uma perna ao léu e gritar “pique-me antes a  mim que eu aguento melhor do que ele!!! Tudo menos picar a criança”. Enfim, sou uma maricas. Como se não bastasse, depois comecei a panicar com os possíveis efeitos secundários das vacinas. A enfermeira explicou-nos que poderiam originar alguns episódios de febre, por isso passei o dia a controlar o miúdo. Coitado, acho que lhe tirei a temperatura umas 27 vezes. Às tantas o meu homem lá me disse para me acalmar. Do género “acho que ele não teve tempo de ficar com febre desde a última vez que mediste, para aí há sete minutos”. Mais vale prevenir do que remediar. Vali-me do termómetro-chucha da AVENT, uma inovação que desconhecia. Enfia-se aquilo na boca do bebé e ele nem dá conta que lhe estamos a tirar a temperatura, não é preciso andar a chateá-lo. Em segundos ficamos a saber se tem febre ou não. Adoro estas modernices. Hipocondríaca como sou, acho que lhe vou dar muito uso da próxima vez que for apanhada por uma gripe!




Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:15

AVENTuras da Mamã #13

por A Pipoca Mais Doce, em 17.09.13

 

 

Choros para todos os gostos

 

Quando estava a fazer o curso de preparação para o parto, aproveitei e fiz um workshop sobre o choro dos bebés, com a Constança. Penso que falei disso por aqui na altura. Lembro-me de ela nos mostrar vários vídeos com bebés a chorar, para tentarmos identificar o motivo do choro, e eu achar que aquilo era tudo igual. Quando eu achava que era fome, afinal eram cólicas. Quando eu achava que era sono, afinal era fome. Quando eu achava que afinal eram cólicas, afinal era só mimo. Enfim, sempre ao lado. A Constança dizia para não nos preocuparmos, que quando fosse o nosso bebé haveríamos de conseguir distinguir os choros. A verdade é que, dois meses passados, já é relativamente fácil saber porque é que o Mateus chora. Antes de tirar a carta de condução, lembro-me de perguntar ao meu pai como é que ele sabia que mudança era para pôr. A resposta dele foi simples: “não te preocupes que o carro pede, só tens de ouvir”. Sempre achei aquela explicação um bocado esotérica, mas a verdade é que é mesmo assim. Quando comecei as aulas de condução percebi o que aquilo quer dizer, o carro pede mesmo as mudanças, é impossível ir ali uma vida inteira em primeira porque o carro pede a segunda, a terceira e por aí adiante. Com o choro dos bebés é mais ou menos o mesmo, eles também pedem coisas diferentes. O choro espaçado, incisivo e muito agudo é de cólicas. O choro que vai começando assim de mansinho e se transforma num berreiro ininterrupto é fome. O choro de braços a abanar é falta de colo. O choro misturado com fungadelas é nariz entupido. Depois há o choro de momento, quando lhe estamos a fazer alguma coisa de que não gosta: pôr no banho, tirar do banho, mudar a fralda, passar toalhitas frias no rabo, mudar de roupa, etc e tal. E depois temos ainda o outro choro, aquele que é por coisa nenhuma. Ora se não tem cólicas, se não tem fome, se não tem sono, se não tem o nariz entupido, se não lhe estamos a fazer nada e se está ao colo, então está a chorar só porque sim. Este, juntamente com o choro das cólicas, é o pior. Os outros são de fácil resolução. E mesmo as cólicas, com alguma paciência, também se resolvem. Mas quando chora porque chora, aí é que a coisa se complica. É mais ou menos nesta altura que começamos a falar com a criança, geralmente já num tom ligeiramente enervado (sobretudo a meio da noite), à espera de uma resposta que não chega. É a altura do “mas o que foi agora? Mas o que é que tu tens? Mas porque é que estás a chorar, homem de Deus?”.  Lá no fundinho, temos uma certa esperança que o nosso filho se revele um sobredotado capaz de falar aos dois meses, e que nos diga qualquer coisa como “estou a chorar porque me apetece um bitoque e ainda não tenho dentes”. Ou “estou a chorar porque não há maneira de o Dancing Days chegar ao fim”. Ou “estou a chorar porque vestiste-me esta roupa horrorosa e eu tenho vergonha de ser visto em público assim”. Qualquer desculpa serve, queremos é descobrir o motivo e pôr fim à choradeira. Geralmente não se descobre. Ele chora, nós tentamos tudo e mais alguma coisa, nada resulta e então, como por milagre, cala-se e reina o sossego no lar. Claro que, nesse meio tempo, eu fico a pensar nas 326 coisas horríveis que podem estar por detrás daquele choro. Quantas e quantas vezes já não dei por mim a tirar-lhe a temperatura? Quantas e quantas vezes não fiquei a achar que o miúdo está a chorar por causa de uma qualquer doença que eu não sou capaz de detectar? Quantas e quantas vezes não tive vontade de chorar também, com o desespero de não saber mais o que fazer?

Mas bom, não se deixem levar por estes pensamentos negros porque, bem vistas as coisas, o choro dos bebés não é uma coisa tão enigmática como pode parecer para quem assiste ao fenómeno de fora. Futuras mães deste meu país, não sofram por antecipação, não achem que os vossos filhos vão chorar até ao desmaio e que vocês não serão capazes de os acudir porque, regra geral, vão saber sempre o que se passa com os pequenos seres. Quando não souberem, bem, é esperar. E se for mesmo, mesmo preciso... chorem também!



Quanto ao choro das cólicas... bem, eu acho que este fenómeno é mais ou menos como as gripes: só passam quando têm de passar, mas há coisas que, nos entretantos, ajudam a amenizar. Como os biberões. Já aqui falei várias vezes do AVENT Natural, com um sistema avançado anti-cólicas, um design específico que faz com que ar resultante da sucção seja libertado para o biberão e não paa o bebé. Para além disso, o formato da tetina permite um agarrar natural semelhante ao peito, o que facilita o processo de alimentação.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:19

AVENTUras a Mamã #11

por A Pipoca Mais Doce, em 02.09.13




As novas rotinas

 

A partir do momento em que o bebé põe o pezinho dentro de casa a vida dá uma grande volta. Mentira, a vida dá uma grande volta a partir do momento em que se faz o teste de gravidez e aparecem dois tracinhos vermelhos, como que a dizer “upsssssss, agora é que são elas”. Mas pronto, é quando o novo membro da família vem para casa que se pode dizer, sem sombra de dúvida, que a vida mudou. De repente, somos mais. De repente, os nossos horários são os horários dele. De repente, é preciso estar sempre de olho no relógio para não deixar passar a hora do biberão (que é de três em três horas mas, na realidade, parece que é de cinco em cinco minutos). De repente, sair de casa implica levar a própria casa connosco. De repente, o espaço no carro fica mais pequeno. De repente, é preciso pensar onde se vai e quanto tempo se vai. De repente, saltam chuchas e fraldas de cada canto da casa. De repente, fala-se mais baixo e reduzem-se as luzes a partir de certa hora, para não acordar a fera. De repente, dormir duas horas e meia por noite já parece uma coisa espectacular. De repente, os jantares fora a dois transformaram-se em almoços fora a três. De repente... mudou tudo. E isso é mau? Não, é só diferente.



Sem dúvida que é uma mudança grande mas, ao mesmo tempo, parece que acontece tudo tão naturalmente como se sempre tivesse sido assim. É como se nunca tivéssemos conhecido a vida de outra forma. Bem, quer dizer, eu ainda tenho bastante presentes aqueles tempos em que dormia o que me apetecia. Ou em que decidia, naquele momento, que ia ao cinema. Coisas básicas mas que acredito que, a seu tempo, deixarão saudades. Acho legítimo que assim seja. Durante muito tempo levou-se um tipo de vida e não acho, mesmo, que um filho cubra tooooodas as necessidades que temos ou que nos faça esquecer todos os velhos hábitos. É bom, é muito bom tê-lo, mas também acho normal que se tenha saudades do que foi e não volta a ser. Ainda não estou muito nessa fase, estou mais na parte da paixão total, mas acredito que lá chegaremos. Para já, a nossa rotina gira em torno da fome dele, dos sonos dele, dos sítios onde o podemos ou não levar. Passamos a pensar mais noutra pessoa do que em nós mesmos e naquilo que realmente nos apeteceria fazer. Tentamos adaptar-nos aos novos horários, não enlouquecer com a privação de sono e aproveitar os tempos mortos. Que os há, não me venham dizer que com um bebé em casa é impossível fazer o que quer que seja. Por aqui temos visto muitos filmes, muitas séries, experimentam-se novas receitas e quando um precisa ou quer ir fazer qualquer coisa, o outro fica em casa e segura as pontas. Sem dúvida que sou uma privilegiada por o meu homem ter tirado a licença, é um apoio impagável. Também ajuda muito o facto de as noites serem divididas. Ora hoje estou eu de turno, ora amanhã estás tu, e assim vamos conseguindo ter, mais ou menos, os sonos em dia. Depois, no meio das obrigações, ainda sobra tempo (muiiiiito) para sessões de beijinhos, para 349 fotografias por dia e para adoração da criança. Fico muitas vezes assim, aparvalhada, só a olhar para ele. E, com isto, somos felizes.


Entretanto, e para aqueles dias em saímos de casa com ele e levamos o mundo connosco, este saco térmico da AVENT tem dado um jeitaço de todo o tamanho. Enfiamos os biberões lá dentro e aguentam até quatro horas (quentes ou frios). Pequeno, discreto e super prático (existe também em preto, camel e castanho).


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:46

AVENTuras da Mamã #10

por A Pipoca Mais Doce, em 26.08.13

 

 

A hora do banho

 

A primeira vez que pequeno Mati tomou banho foi na maternidade, pelas mãos de uma enfermeira muito despachada e que deve fazer aquilo umas 36 vezes por dia. O pai já sabia como fazer e eu também já tinha aprendido no curso de preparação para o parto, mas fiquei absolutamente fascinada com a rapidez e desenvoltura com que ela fez aquilo. Pega no puto, enfia o puto dentro de água, esfrega o puto, vira o puto, tira o puto, tudo em menos de nada. No dia seguinte tivemos de ser nós a pôr em prática os conhecimentos. Nós como quem diz, foi o pai, que eu achei a combinação “água” e “bebé escorregadio” demasiado perigosa. Cá em casa tem sido assim. O pai prepara a água enquanto eu lhe tiro a fralda e o dispo. Numa das últimas vezes, estava eu neste processo quando pequeno Mateus achou giro começar a fazer cocó, xixi e a bolsar-se ao mesmo tempo. TUDO! O pai a tratar da água e eu sem saber o que limpar primeiro. Peguei no miúdo e eis senão quando ouço “ploooooc”. Voilá, um bocado de cocó em cheio no meu pé, que maravilha. Alegrias da maternidade. Mas bom, dizia eu que a parte aquática da coisa está reservada ao pai. Eu fico ali ao lado, tipo co-piloto, a comandar as operações. Passo os produtos, digo “limpa mais ali”, digo “olha que ainda tem espuma no rabo”, digo “cuidaaaaaaaaaado, vais afogá-lo” e todo um conjunto de instruções úteis. Depois fico à espera de toalha em riste, pronta a receber o rebento molhado. Que, geralmente, está aos berros por esta altura. O miúdo odeia despir-se e odeia sair da água, mas quando lá está ninguém o ouve. Nem pia. Acho que fica tão maravilhado por estar a boiar em água quentinha que nem lhe dá para se queixar. Naquelas noites em que resolve não dormir e berra sabe-se lá porquê, já me apeteceu enfiá-lo na banheira, para ver se acalma. Mas depois a logística é toda tão complicada que desisto logo da ideia. Nos entretantos, e para provar que não sou uma total inapta, já lhe dei banho sozinha. Uma tarde o homem foi não sei onde e eu aventurei-me. Correu tudo pelo melhor (pelo menos, o miúdo ainda respira), apesar de eu estar mortinha de medo de fazer asneira. Mas não, afinal não é assim tão complicado, sobretudo porque ele fica tranquilo e não desata a espernear. Depois disso já lhe dei banho mais vezes, mas acho giro que seja o homem a tratar desse  assunto. A última parte do processo fica a meu cargo. Pôr os cremes, pôr a fralda, pôr o pijama, pôr um bocadinho de perfume na roupa e pentear. Tentamos sempre dar o banho à noite, assim mesmo tarde (meia-noite, uma), numa tentativa de amolecer o miúdo e esperar que nos dê uma santa noite. Até agora ainda não encontrámos uma relação causa-efeito, mas não desistimos! 


O meu homem gosta de fazer as coisas a olho, mas eu preciso de instrumentos que me orientem. Enquanto ele mistura a água e tenta acertar com a temperatura, eu não me fio e lá vou com o termómetro confirmar se está tudo ok. Temos este da AVENT, que para além de fofinho que só ele,  flutua na água e dá a temperatura exacta. Daqui a uns tempos vai ser giro ver o Mati a tentar agarrá-lo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 17:19

AVENTuras da Mamã #9

por A Pipoca Mais Doce, em 20.08.13




Ataque às bactérias!

 

Entre muitas outras coisas, uma pessoa percebe que é mãe quando a bancada da cozinha, outrora livre e reluzente, de repente se vê ocupada por filas de biberões, latas de leite em pó, chupetas e todo um monte de coisas ligadas ao universo infantil. É a vida. Com a chegada de um filho cedemos em muitas coisas, a bancada da cozinha é só uma delas. A verdade é que temos de ter tudo à mão de semear, tamanha a quantidade de vezes por dia que esta pequena lontra tem de ser alimentada. Apesar de comer de 3 em 3 horas (às vezes, na loucura, de 4 em 4), parece que estou sempre de biberão em riste, pronta a calar o choro agudo do miúdo (é um grande fofinho, mas quando abre a goela não há quem aguente). A minha vida é isto: prepara biberão, dá biberão, põe a arrotar, adormece, prepara biberão, dá biberão, põe a arrotar, adormece. E assim sucessivamente, muiiiiiiiiitas e muitas vezes ao longo do dia. Aaaaah, e esqueci-me de uma parte importante do processo: esterilizar biberões. É chato, mas tem de ser. Sei que há quem salte esta parte, quem pense que o que não mata engorda, que antigamente não havia mariquices deste género e os miúdos criavam-se, mas eu acho que com estas coisas não se brincam. Os bebés têm um sistema imunitário fraquinho, e até que fique mais desenvolvido convém esterilizar biberões e chupetas, que as bactérias andam aí. O processo só não é mais penoso porque temos um esterilizador para cima de espectacular. Há quem faça a coisa à antiga, com água a ferver numa panela, mas já ouvi vários casos que correram mal, com os biberões a acabarem derretidos e perdidos para todo o sempre no fundo da panela. Para mim isto não dava. Para além de demorar uma vida, sou pessoa que tem pavor a água a escaldar, começo logo a antever todo um rol de desgraças. Cá por casa estamos muito contentes com o esterilizador 3 em 1 eléctrico da AVENT, que tem espaço para uma data de biberões de tamanhos diferentes, e ainda tem um compartimento à parte para peças mais pequenas, como as chuchas. É só atirar tudo lá para dentro et voilá! Em seis minutinhos está tudo pronto a usar. 

 

 

(a cozinha cá de casa)

 

Uma outra opção, perfeita para quando se vai de viagem, são os saquinhos esterilizadores. Já usámos quando fomos de fim-de-semana com o miúdo e são, de, facto, muito úteis. Não ocupam espaço e basta pôr o biberão no saco e levar ao microondas durante um minuto e meio. Uma embalagem inclui 5 sacos de esterilização para microondas e cada um deste pode ser utilizado, no mínimo, 20 vezes. Mais prático é impossível!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:11

AVENTuras da Mamã #8

por A Pipoca Mais Doce, em 13.08.13



A escolha do pediatra

 

A escolha do pediatra era mais uma daquelas coisas que gostávamos de ter tido tempo de decidir antes de o Mateus vir ao mundo. Queríamos ter pesquisado com alguma calma, marcar a primeira consulta atempadamente, etc e tal. Como não deu para nada disso, quando o miúdo nasceu percebemos que tínhamos de nos virar. E depressinha. Avisaram-nos que a primeira consulta devia ser até aos dez dias de vida, só para checar se estava tudo ok, fazer o planeamento das vacinas, etc e tal. Como estamos em época de férias, não conseguimos marcar com nenhum dos médicos que nos tinham recomendado, por isso arriscámos uma pediatra ao calhas num hospital privado, com a ideia de depois escolhermos o definitivo. Acabámos por simpatizar com a médica que nos calhou em sorte, uma daquelas que explicam tudo pacientemente, que não atendem as pessoas a despachar. A verdade é que, nessa primeira consulta, tinha o miúdo uns 8 ou 9 dias, eu ainda não tinha grandes perguntas. Agora, ao fim de três semanas, já percebi que tenho de apontar num papelinho tudo o que quero perguntar na próxima consulta (dúvidas, dúvidas, dúvidas).

 

Na escolha de um pediatra acho que há alguns factores a ter em conta. A saber:

- A experiência. Eu sei que é um requisito básico, mas pronto. É sempre bom ouvir a opinião de amigos que já sejam pais e que possam indicar alguns nomes de confiança;

  • A localização. Se só tiver consultório a 53 km de casa é capaz de não dar muito jeito;
  • Que trabalhe num hospital (preferencialmente público) para além do seu consultório;
  • Que seja de marcação fácil. Se for um daqueles super requisitados que só têm vaga a cada oito meses é para esquecer;
  • Que não chegue duas horas atrasado em cada consulta;
  • Que atenda o telemóvel e que responda a mails e a mensagens. Dentro, claro, dos limites do normal e sem os habituais abusos por parte dos pacientes. Eu sou o oposto. Odeio estar a chatear pessoas, odeio estar a ligar. Eu sei que os médicos (também) estão lá para isso, mas custa-me mesmo. Ainda não chateei esta pediatra uma única vez, também porque ainda não houve assim nenhuma situação de grande urgência. Tenho exposto as minhas dúvidas a uma amiga pediatra, mas tento mesmo não abusar. Há dias em que me apetece ligar-lhe umas sete vezes, mas sou pessoa que se controla;
  • Que seja afável (não me dou bem com pessoas trombudas e que nunca se riem de uma piada), atento, interessado mas, ao mesmo tempo, descontraído. Para stressadinha das doenças basto eu;
  • Que não desvalorize as nossas dúvidas e não responda sempre “isso é normal”. Gosto de perceber os porquês. Também convém que não seja fundamentalista em relação a nenhum assunto;
  • Já agora, que trabalhe com o nosso seguro de saúde;

 

Basicamente, acho que é isto. Uma amiga sugeriu-me que consultasse o pediatra da filha dela, um daqueles conhecidos e com livros publicados, e apesar de ter a melhor das impressões dele tenho medo que nunca tenha tempo para nada e que se perca no meio de mil afazeres. Acho que vamos marcar uma consulta só para ver que tal. Pode ser que o Mati simpatize com ele. =)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:26

AVENTuras da Mamã #7

por A Pipoca Mais Doce, em 05.08.13



A mala para a maternidade 

 

 Quando os livros sobre bebés nos dizem que a mala para a maternidade deve ser preparada com antecedência, a coisa deve ser levada a sério. Em primeiro lugar, porque o crescimento da barriga é proporcionalmente inverso à vontade de fazer coisas, de andar às compras, de perder tempo em arrumações. Em segundo, porque uma pessoa nunca sabe quando é que a criancinha que habita em nós não se lembra de vir ao mundo mais cedo do que o esperado (ponham os olhos em mim). Foi assim que, para aí às 33 semanas, lá ganhei coragem para fazer a mala da maternidade. Digo “ganhar coragem” porque detesto fazer malas, independentemente da ocasião. E, neste caso, não foi diferente. Comecei por fazer a mala do miúdo, porque sempre me pareceu mais divertido, mas desisti na primeira tentativa. É muita responsabilidade. Escolher as primeiras roupas que alguém vai vestir é um peso muito grande na vida de uma pessoa. São as primeiras roupas com que ele vai ser visto, as primeiras roupas com que vai ser fotografado, e eu não queria que um dia o miúdo visse as imagens e me dissesse “mas o que é que te passou pela cabeça para me enfiares neste babygrow, hã????    Estavas bêbada?”. Dramas estilísticos à parte, a escolha da roupa é mesmo complicada. Consultei várias listas, mas todas eram diferentes no que dizia respeito à quantidade e ao tipo de roupa a levar. Fiz a mala naquela semana em que estavam para aí 50 graus em Lisboa e acho que isso influenciou as escolhas. Há quem diga que os bebés têm muito frio, há quem diga que têm muito calor, há quem diga que vestem o mesmo do que nós, há quem diga que precisam sempre de mais uma peça do que nós... enfim, teorias não faltam. No final, acabei por levar seis  conjuntos (dois por dia), compostos por coisas tão diferentes como cueiros, babygrows, fofos ou conjuntos de duas peças. Tinha uma bolsinha de pano toda bonita para a primeira roupa, mas a restante foi enfiada naqueles saquinhos de congelação, um para cada muda de roupa. Nada giros mas muito práticos. Quando a enfermeira na maternidade me pediu a primeira roupa, passei-lhe para a mão um conjuntinho da Natura Pura que o meu homem me tinha oferecido nos anos e que ficou logo decidido que seria a primeira coisa que o Mateus iria usar. Era um babygrow em algodão, de manga comprida e umas calcinhas e eu achei que estava perfeito, até a enfermeira me dizer “ok, isto é o interior, então e o resto?”. O resto??? Como assim, o resto? Achei que aquilo era mais do que suficiente. Felizmente, como mulher prevenida que sou, para além dos seis conjuntos pedidos levei um saquinho extra com mais umas peças, coisas mais quentes que não sabia se teriam utilidade ou não, e foi isso que me safou. Mas, claro, percebi logo que o resto das escolhas que tinha feito eram infelizes (esqueçam lá os fofos e as coisas muito giras mas nada práticas para aqueles primeiros dias), e no dia seguinte tive de pedir ao homem que me trouxesse mais coisas de casa.

 

Para além da roupa, havia todo um conjunto de coisas que enfiei na mala, sobretudo por não saber se estavam ou não incluídas na maternidade. Achei melhor não arriscar e levei tudo:

  • Fraldas para recém-nascido (umas oito por dia) e resguardos (muito úteis)
  • Fraldas de pano
  • Produtos de higiene para o bebé (toalhitas, produtos de banho, creme de corpo, pomada para o rabo, escova, lima de papel para as unhas, soro fisiológico, compressas);
  • Toalha de banho;
  • Mantinha;
  • Chupetas (levei duas ou três, de materiais diferentes. Para quem quer dar de mamar as opiniões sobre o uso de chupetas não é consensual)
  • Biberões (os da Avent, com o sistema anti-cólicas)
  • Gorrinhos (levei três, mas só usou um, logo na primeira noite)
  • Meias

 

Basicamente, acho que foi isto. Já a minha mala, só preparei no dia, quando rebentaram as águas e percebi que tinha de juntar as tralhas rapidamente. Eis a lista do que levei:

 

  • Três camisas de dormir. É coisa que nunca uso, mas aproveitei os saldos para comprar umas engraçadas. Como achava que não ia dar de mamar, não me preocupei com as aberturas e só uma delas é que tinha botões à frente. Para a próxima já sei;
  • Roupão de Verão;
  • Havaianas;
  • Produtos de higiene (alguns hospitais têm, outros não, mas acho sempre mais agradável termos os nossos);
  • Alguma maquilhagem. Não que haja muita paciência para grandes pinturas depois do parto, mas é sempre bom para receber as visitas com outra cara e para nós próprias nos sentirmos menos alforrecas. Levei um anti-olheiras, um pó bronzeador e uma máscara de pestanas, foi mais do que suficiente;
  • Cuecas descartáveis (dão um jeitaço, mas não são muito fáceis de encontrar, esgotam com alguma facilidade);
  • Pensos higiénicos (há uns próprios para o pós-parto, maiores do que os normais);
  • Todos os exames e análises feitos durante a gravidez;
  • Máquina fotográfica devidamente carregada e com o cartão de memória livre (tratem disto com tempo!);
  • Roupa para sair da maternidade (por acaso esqueci-me disto, teve de ser o homem a levar-me depois, até porque a roupa com que entrei estava absolutamente imprópria para consumo. Levem qualquer coisa mais larguita, porque é bastante provável que ainda não se consigam enfiar na roupa de pré-gravidez);
  • Objectos afectivos. No curso de preparação para o parto disseram-nos que  podia ser bom estarmos rodeadas de coisas que nos causassem conforto, por isso levei a minha imagem da Nossa Senhora de Fátima, que anda sempre comigo, e a minha zebra de peluche de estimação;
  • Revistas (uma companhia maravilhosa nas horas mortas)
  • Carregador de telemóvel

 

À excepção da roupa para sair da maternidade, consegui enfiar tudo isto num saco em poucos minutos. Fiquei espantada com a minha própria eficiência estando sob pressão. Mas, de facto, o ideal é preparar as coisas atempadamente, porque podem não conseguir orientar-se com o efeito surpresa!


Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:45

AVENTuras da Mamã #6

por A Pipoca Mais Doce, em 29.07.13

Ainda sobre a amamentação VS. Biberão

 

 

Há dois posts falei sobre o tema amamentação Vs. biberão, um assunto que dá sempre pano para mangas. Seja qual for o método de alimentação escolhido, continuo a defender que há mães e mães, que há miúdos e miúdos, e que não há opiniões mais válidas do que outras. Há de tudo e para todos os gostos. Importante, importante é que mãe e filho estejam bem e que reine a paz no lar. E saber que, independentemente da escolha,  também há “ferramentas” que nos ajudam. Já vos tinha aqui falado das opções para amamentar ou para alimento a biberão da Philips AVENT. No meu caso, que não vou dar de mamar, foi bom saber que existe uma marca que tem a oferta de que necessito e que me facilita a tarefa. Apesar de privilegiar a amamentação, o que acho muito bem, a AVENT também dá uma ajuda às mães que não podem/querem dar de mamar, procurando tornar o processo o mais parecido possível com a alimentação a peito. E, até agora, o Mateus não se tem queixado! 

 

Fui para a maternidade carregada com o kit de biberões para recém-nascido, porque queria que ele começasse logo a usar esses. Também levei as chuchas da AVENT e, felizmente, ele adaptou-se a tudo. A única coisa que não levei, e que me teria dado um jeito do caraças, foram os discos térmicos para o peito, que tanto podem ser aquecidos (para estimular a produção de leite) como congelados (para inibir). Felizmente estavam em casa à minha espera. Foi só pô-los no congelador e começar a usar (muito melhor do que sacos de gelo ou de ervilhas congeladas). Para quem pretende dar de mamar existem não só os discos térmicos, como também um creme protector de mamilos e discos de amamentação descartáveis (diurnos e nocturnos). Ah, e claro, há sempre as bombas de extracção (a manual ou a eléctrica), que facilitam o processo

 

Esta variedade de soluções é, sem dúvida, um descanso para as mães, que sabem que têm ao seu dispor as melhores opções. Não há nada mais tranquilizador do que ver um bebé a comer bem e a crescer feliz. Cá em casa, cada biberão despachado é uma festa. Mais uns graminhas que o miúdo engorda! =)


Os maravilhosos discos térmicos

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:27

Passatempo Philps AVENT

por A Pipoca Mais Doce, em 17.07.13

Uma coisa é eu dizer-vos maravilhas dos produtos Philips AVENT (o que não é mentira nenhuma), outra coisa é vocês terem oportunidade de os experimentar e dizerem de vossa justiça. Assim sendo, tenho para vos oferecer quatro kits para recém-nascido, que incluem quatro biberões Natural, um escovilhão de biberões e tetinas, e uma chupeta transparente para 0-6 meses, no valor de 47,90€. Já vos tinha falado aqui dos biberões da gama Natural que, pela sua forma, facilitam a alimentação, aproximanda-o ao máximo do processo de amamentação. São muito fáceis de agarrar e vêm apetrechados com um sistema avançado anticólicas, que fazem com que o ar circule dentro do biberão e não na barriga do bebé (o que é tudo o que se quer). 

 

 

Para se habiitarem a um destes kits, só têm de fazer um gosto na página da Philips AVENT Portugal e depois enviar um mail para passatempos.pipoca@gmail.com que diga porque é que o vosso bebé (ou futuro bebé) precisa mesmo, mesmo, mesmo deste kit. As quatro frases mais originais, ganham! Têm até dia 24 de Julho para participar. Boa sorteeeeeee!

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:23

AVENTuras da Mamã #5

por A Pipoca Mais Doce, em 16.07.13



As primeiras fraldas

 

Pensar em fraldas implica, necessariamente, pensar em cocós e xixis. Não é a coisa assim mais interessante e fofinha do mundo, mas é impossível dissociar bebés dessas duas palavras. É inevitável: o cocó e o xixi vão passar a fazer (ainda mais) parte da nossa vida, variadíssimas vezes por dia. Quase tão natural como a sua sede. E pronto, posto isto, uma pessoa tem de se adaptar, esquecer que é uma nojinhas de primeira (tipo...eu) e preparar-se para o que aí vem. E a preparação passa por começar a abastecer a casa de fraldas, mais ou menos como se a III Guerra Mundial estivesse quase aí a rebentar e fosse preciso açambarcar este mundo e o outro.


Aquando do baby shower, segui a ideia sugerida aqui por uma leitora e pedi aos convivas que nos trouxessem fraldas. E eles, pessoas bem mandadas, trouxeram. Distribuí a coisa de forma a que não aparecesse cá tudo com fraldas só para o primeiro mês, e acho que até correu bem. No quarto do Mateus já dormem uns 15 pacotinhos de fraldas para várias etapas. Parece muito, mas não é nada, bem sei. Se fizermos a média a 10 fraldas por dia (haverá bebés mais “descontrolados” do que outros), por mês serão umas 300. E por ano? Mais de 3500!! Não é espectacular, pensar que num só ano vamos repetir o mesmo processo mais de 3500 vezes? Isto é mesmo melhor pensarmos só ao dia (ou à hora), porque pensar ao ano desmotiva até o mais paciente dos seres.


Mas bom, dizia eu que já temos cá uns quantos pacotes, mas precisaremos de muitos, muitos mais. E por isso ando sempre a ver se descubro onde estão mais baratos. De repente, tornei-me numa daquelas pessoas que estão atentas às promoções dos supermercados para tentar desencantar uma espectacular que me permita comprar fraldas com desconto para ficar abastecida até 2030. Já apanhei uma, mas cheguei tarde e só encontrei tamanhos grandes. Nota-se que sou novata nisto. Já percebi que tenho de estar à porta do supermercado logo pela fresquinha, tipo 7 da matina, e depois, assim que abrir, correr por ali a fora como se não houvesse um amanhã, empurrando crianças e velhinhos e agarrando todos os pacotes de fraldas que conseguir. Alertaram-me para o facto de não valer a pena fazer um grande investimento em fraldas, sob pena de o miúdo poder vir a ser alérgico a alguma marca em específico, mas pronto, algumas tenho de ter. E eu espero que a criança tenha um rabo santo e que não dê chatices, que se adapte a todas as fraldas e mais algumas, de todas as marcas, tamanhos e feitios.


Por uma questão ambiental, ainda pensei no uso de fraldas  ecológicas mas, sinceramente (e não me batam por isto), acho que todo o processo dá muito mais trabalho. E eu acredito que, sobretudo ao princípio, queremos é facilitar a nossa vida ao máximo. Para já, é preciso fazer um investimento inicial substancial. Acredito que, com o tempo, acabe por compensar, mas não vi fraldas ecológicas mais baratas do que 15 euros. Sim, cada uma. Depois, é preciso ter um número significativo para poder haver rotatividade, para poder pôr as sujas lavar e ter outras disponíveis para usar. E depois... pois, depois é ter de estar sempre nesse processo diário de lavar fraldas. Bem sei que em tempos idos era assim. Quando eu nasci não havia fraldas descartáveis e a boa e velhinha fralda de algodão é que me valia, mas pronto, as coisas evoluem. Falaram-me também de fraldas descartáveis biodegradáveis, que me pareceram uma opção interessante mas, e corrijam-me se estiver errada, penso que não se vendem em Portugal. Enfim, resta-me continuar no meu processo de armazenamento de fraldas. Se souberem de boas promoções avisem, hã? Não guardem tudo para vocês!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:19





Digam-nos coisas

apipocamaisdois@gmail.com

Pesquisar

Pesquisar no Blog  


Arquivos

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D