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Preservar ou não preservar as células, eis a questão!

por A Pipoca Mais Doce, em 02.06.13

Quando perguntei a uma amiga minha, grávida, se estava a pensar fazer a criopreservação das células estaminais, disse-me que achava que era mais ou menos como estar a atraír uma desgraça. Que era estar a pensar no pior. Por acaso, nunca tinha visto a coisa nessa perspectiva. Prefiro encarar como um seguro de saúde ou um seguro para o carro. Algo que se adquire na esperança de nunca ter de vir a ser utilizado, mas que nos dá o conforto e a tranquilidade de saber que, se for preciso, está lá. Tenho lido algumas coisas sobre o assunto porque, confesso, até à data, não sabia muito. Há quem diga que não serve para nada (só para gastar dinheiro e mexer com a consciência dos pais), há quem diga que ainda há um longo caminho a percorrer no que toca à aplicação das células, há quem diga que os efeitos benéficos existem e estão comprovados... enfim. Como em todos os assuntos sobre os quais ainda não há muita informação, é normal que as opiniões se dividam (e que, muitas vezes, entrem no campo do extremismo). Conheço várias pessoas que fizeram a preservação das células e gostam de saber que tomaram essa opção (que consideraram a melhor para os seus filhos), conheço outras que não, por acharem caro e/ou por não terem bem a certeza da utilidade do processo. Eu estou mais inclinada a fazer do que a não fazer, mas ainda vou ter de me informar bastante mais sobre o assunto. E aí desse lado? Alguém fez? Alguém pensou fazer e desistiu? Alguém que nem sequer tenha considerado essa opção? Digam-me de vossa justiça, não me escondam nada.

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publicado às 23:56


174 comentários

De Joana Melo a 27.06.2013 às 17:28

boa tarde. só hoje vi este post e é a 1ª vez que comento o que quer que seja, mas sendo um assunto que considero bastante importante, decidi deixar a minha opinião. eu não fiz "um seguro" para mim, neste caso para os meus filhos, eu doei à Lusocord (Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical). tem a ver com a minha maneira de estar na vida (também sou dadora de medula e regularmente, quanto possivel, dou sangue). eu não sabia da existencia da lusocord e fiquei a saber por um casal de amigos meus, médicos de profissão, que na altura da minha 1ª filha também estavam à espera de gémeos. também por desconhecimento meu sobre o assunto, fiz-lhes a pergunta para ver o que achavam. o que me disseram na altura (há 2,5 anos) é que ainda estava tudo muito no inicio e que portanto não iria, no periodo de vida das células preservadas - 20 anos - utiliza-las, para além que algum mal permaturo com o bebé iria estar presente nas células. é um projecto cientifico que é uma grande aposta, mas para já é ainda uma maior campanha de marketing. decidimos então contribuir para o avanço da ciência e para ajudar. parece que nos dias de hoje a Lusocord não está muito bem. tem de averiguar. e desconheço outros centros de investigação. contactando a Lusocord, eles enviam o kit e é tudo gratuito.

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