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Médicos? Para quê?

por A Pipoca Mais Doce, em 29.07.13

Uma coisa que também gosto muito e a que tenho assistido com frequência aqui na caixa de comentários, são leitores a dizerem uns aos outros coisas como "o seu médico não percebe nada", ou "foi mal assistida", ou até, como li, "o director de pediatria do hospital não sabe o que diz". De repente, toda a gente é médica. De repente, toda a gente é enfermeira especializada em neonatologia. De repente, toda a gente nasceu com os mais altos conhecimentos pediátricos. Acho bonita a leviandade com que se diz que o médico A ou o profisisonal B não percebe nada do assunto. A leveza com que se põe em causa a profissão dos outros, só porque se pensa de outra maneira. E, pelo modo como algumas pessoas escrevem, ficamos a achar que estamos todos entregues a uma cambada de incompetentes que não faz a mínima ideia do que anda para aí a fazer. E, pior, somos umas burras por confiarmos naquilo que nos dizem e que, burras, burras, burras, acreditamos ser o melhor para nós e para os nossos filhos. Futuras mães deste meu país, quando parirem as vossas crianças (sobretudo se for a primeira vez) e o obstetra, o pediatra ou qualquer outro profissional de saúde vos disser para fazerem assim ou assado, não se fiem nisso, que esses sacanas só vos querem é enganar! Liguem antes um computador, acedam à net, e juntem-se àqueles fóruns de mães onde perguntam coisas do género "o médico receitou o medicamente X ao meu M. mas não me apetecia gastar dinheiro sem saber se funciona, o que é que acham?". E depois fiquem ali a absorver 210 respostas diferentes, mas todas muito pertinentes e certeiras. Médicos?? Para quê, se há mães tão iluminadas neste mundo?

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publicado às 01:23


1 comentário

De Sandra a 29.07.2013 às 09:58

Isto vai ficar grandeeee... O David começou com refluxo (bolsar) às 24 horas de vida. O pediatra escolhido por mim para assistir o David disse ser normal. E que passava aos seis meses, nem mais nem menos. Ok. O meu sobrinho mais novo também tinha. E passou mesmo aos seis meses. Mas não era como o David. Bolsava um bocadinho que ficava no babete e pronto. O David deitava tudo cá fora. Ficava encharcado, eu também e o chão parecia um rio. E o pediatra desvalorizava. Aos seis meses não passou. Só piorou. A ponto do David bolsar a papa, a sopa e a fruta. E ficou doente a primeira vez. Fui ao pediatra que continuou a dizer ser normal e que passava aos 9 meses... Como???????? Bem, não gostei e decidi pedir uma segunda opinião - que eu já pretendia antes, mas o marido achava que se o pediatra dizia ser normal, é porque era normal e eu era apenas uma paranóica com a saúde da criança!! O pediatra a quem fui com o David para uma segunda opinião achou por bem receitar um medicamento ao David (Cinet) para controlar o refluxo. Assim foi, teve de tomar até aos 12 meses e aí começámos aos pouquinhos a deixar de lho dar. Correu tudo bem e o David nunca mais bolsou. Bem, isto tudo para dizer que sim, também somos um bocadinho médicas dos nossos filhos. Vamos aprendendo a lidar com eles e com as doenças que eles apanham, mais cedo, ou mais tarde. Eu descobri da pior maneira que tenho mesmo de ser médica do meu filho. Há médicos e médicos... Depois de uma situação destas, fui pedir uma segunda opinião com o coração nas mãos, a saber que mesmo um médico pediatra particular se estava nas tintas para o meu menino, se ele sofria ou não (e como ele sofria - o refluxo não é só bolsar, mas também provoca enfartamento, mau estar e dores). Encontrei um novo pediatra particular que está ali pelos pacientes, que se interessa pelos problemas dos pequeninos e se estão a sofrer ou não. E que não quer que um bebé sofra sem necessidade...

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