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AVENTuras da Mamã #21

por A Pipoca Mais Doce, em 11.11.13



As eternas inseguranças

 

Que não me levem a mal as mães mais fundamentalistas e as mais metódicas da educação, mas isto de ter um filho é assim uma espécie de totoloto. Podem dizer-me que tem tudo a ver com os pais, com as regras que se impõem aos miúdos, que depende de cada um de nós ter um anjo ou um pequeno monstro, mas eu continuo a dizer: to-to-lo-to. Começamos logo pela criança que nos calha em sorte. Pode ser uma tranquila, uma paz de alma, uma come-e-dorme. É verdade que sim, pode ser isto tudo. Mas também é verdade que pode vir ao mundo com vontade de se desgoelar o dia inteiro, de só estar bem a chorar a alma. Depois há os meio-termo, como o meu. Nasceu um anjo encantador, depois foi-se transformando (para pior) e agora está a aprimorar (mais não seja porque está cada vez mais parecido com a sua mãezinha, benzódeus), está novamente a ficar . O totoloto continua depois diariamente (váaaarias vezes ao dia) em toda e cada decisão que tomamos. Visto-lhe um body interior para não ter frio ou será que vai ter calor? (como sou friorenta acho que ele também é) Dou-lhe o leite porque já está na hora ou é melhor esperar que peça? (geralmente espero que peça) Acordo-o para tomar banho ou vai directo para a cama sem passar pela banheira? (dificilmente o acordo ) Dou-lhe a chucha ou é melhor que aprenda a acalmar-se sozinho? (chucha! Chucha! Chucha!) Fico com ele até adormecer ou não lhe faz mal nenhum choramingar um bocadinho? (fico com ele... mas também já choramingou). Enfim. Basicamente, levamos o dia todo a pensar se isto ou se aquilo. A única coisa que me acalma, quando dou por mim a perguntar-me se estarei a fazer um bom trabalho, é que, em consciência, sei que estou a fazer o melhor que posso e sei. Sempre. Será que o melhor que eu sei é, efectivamente, o melhor para ele? Pois, isso já é mais outra dúvida. E apesar de saber que é logo desde pequenino que se começam a criar as bases para aquilo que eles virão a ser um dia, também acho que ser mãe de um bebé de poucos meses deve ser incomparavelmente mais fácil do que ser mãe de uma criança que já tem opiniões e vontades. Para já, o Mateus não passa de um grande fofinho sorridente que é vestido, alimentado e tratado sem se dar conta disso (mal sabe que tem mãos, quanto mais!), mas depois vai começar a dar palpites, a fazer perguntas, a fazer escolhas, e aí é que são elas. Aí é que a forma como os educamos é posta à prova a cada minuto. E também é aí que as dúvidas e o “estarei a fazer o mais correcto” batem mais forte. Ser mãe é um processo de tentativa-erro, uma aprendizagem constante, um trabalho que nunca acaba. Às vezes pode ser  exaustivo, mas também acredito que seja motivador. Estamos a “trabalhar” um ser para que venha a ser uma pessoa decente, estruturada, íntegra, com princípios, e isso não é nada fácil. Mas quando o objectivo é conseguido deve ser altamente compensador. Parte chata da coisa: podemos ter 34 filhos que o processo será sempre diferente. Porque cada um deles é diferente e porque nós próprias também vamos mudando. Sei que se voltar a ter um bebé é muito provável que volte a ter as mesmas dúvidas, mas é a vida. Há decisões mais importantes que outras, sei que vou falhar algumas (muitas) vezes, mas cheira-me que isto é mesmo assim.

 

E por falar em dúvidas, deixo-vos com uma. O Mateus sempre bebeu o leite à temperatura ambiente. Foi assim que lho ofereceram pela primeira vez na maternidade, e é assim que tem sido. Já o tentámos aquecer um bocadinho no aquecedor de biberões  da Philips AVENT (ao leite, não ao Mateus), mas não correu lá muito bem, bolsou-se todo. Agora que começa a ficar frio assim mais a sério, faz-me espécie que ele beba o leite assim. Ele não se queixa, despacha biberons que é uma maravilha, mas eu é que acho aquilo esquisito.


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publicado às 11:09


35 comentários

De Ana Azevedo a 12.11.2013 às 21:40

Eu não diria melhor. Totoloto mesmo. Mas olha, eu para mim julgava que isto era um bicho de sete cabeças. E afinal, tudo vai saindo com naturalidade. Vai-se experimentando e ate vai correndo bem. É mesmo instinto, não há dúvida. A minha filha tem10 meses. Eu nunca tinha mudado uma fralda a um bebe, dar de comer nada. Nem fiz curso de preparação para o parto. E agora já faço tudo "com uma perna as costas".

De A Mocha a 12.11.2013 às 22:29

Ai vida :) isto de educar um filho tem muito que se lhe diga. Penso que todas essas dúvidas que apontas, é o que todas as mães passam. É um ir às apalpadelas e tentar ver o que resulta. Aprendem eles e aprendemos nós (por vezes mais do que eles, educar filhos é uma lição de vida). É um desafio sim, mas é tão fantástico!
Quanto ao leite frio... se ele prefere assim qual o problema? conheço muita gente que não pode tocar sequer em leite quente/morno que vomitam. Mesmo estando o tempo frio, se é assim que o teu filhote gosta... não há que dramatizar :)
bjs e tudo de bom
http://sweetsweet2.blogspot.pt

De Sara a 13.11.2013 às 00:30

Olá Ana
Coração de mãe é que sabe... Sempre fiz tudo como quis, muitas coisas contra a regra, mas interessa é que o pimpolho esteja bem. O meu filho mamou até aos, sete meses, e depois eu amornava sempre o leite. Nunca tive problema nenhum, mas ele também nunca se mostrou contra nem bolsou. Aliás, o meu filho em pequeno bolsou 3 vezes e em 5 anos de vida acho que vomitou 4!!! É o tal Totoloto!
Está a fazer um trabalho 5 estrelas!!! Se o menino está bem e lhe parece feliz... Missão cumprida:)))
Beijinho grande

De MM a 14.11.2013 às 15:25

Sou mãe de três crianças e só o mais velho é que passou pela experiência do biberão. Parece-me muito mais prático que os bebés bebam leite à temperatura ambiente, principalmente quando estamos fora de casa.
Se pensar no caso do bebés que são amamentados, lembre-se que esse leite também não é aquecido...

De anómino a 15.11.2013 às 11:47

Seria muito melhor dar a maminha ao bebé! Bjs .

De Madalena a 20.11.2013 às 09:37

A minha filha sempre se habituou a beber leite frio, como lhe deram na maternidade. Hoje com 3 anos continua a beber leite frio e rejeita completamente o leite aquecido.

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