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AVENTuras da Mamã #22

por A Pipoca Mais Doce, em 18.11.13



Dormir: para cima, para baixo ou de lado?

 

Na história dos bebés o que não faltam são teorias sobre a melhor posição para os pôr a dormir. Ao longo dos anos, a coisa foi mudando. Já foi de barriga para baixo, já foi virados de lado, agora é de barriga para cima. Isto é especialmente complicado de explicar às avós que, ao longo dos tempos, vão assistindo a todas estas mudanças. É por isso que, de quando em vez, se saem com um “ai, isto agora é assim? No meu tempo era assado”. Pois. Mas tudo evolui, há cada vez mais estudos sobre os bebés, e é normal que as opiniões vão mudando, de forma fundamentada, tendo em conta o bem-estar da criançada. Pela parte que me toca, não arrisco. Se dizem que é para o deitar de barriga para cima, é de barriga para cima que ele fica. No curso de preparação para o parto também nos alertaram para o facto de as avós ou outras pessoas mais velhas ainda acharem que se faz de outra maneira, pelo que é necessário actualizá-las e explicar como é que é (mesmo que nos lancem um olhar magoado e respondam “criei três filhos e quatro sobrinhos e nunca aconteceu nada!”). Segundo a Sociedade Portuguesa de Pediatria, dormir de barriga para cima é a posição mais segura para o bebé , e há estudos que indicam que diminui em 70% a probabilidade de morte súbita. Supostamente, quando o bebé dorme de lado ou de barriga para baixo, inspira o mesmo ar que inspira, com menos oxigénio e que pode levar à asfixia do bebé. Há quem contra-argumente com a questão do vómito, mas se o bebé se engasgar vai tossir e manifestar-se, conseguimos ouvir e socorrê-lo. Se morrer por asfixia é uma morte silenciosa. Não vos quero, de todo, assustar com este assunto, mas acho importante falar disto. Imagino que todas as maternidades partilhem da mesma ideia  e  o transmitam às mães, mas nunca é de mais. Apesar de seguir todas as regras de segurança, confesso que é rara a noite em que, num momento ou outro, não vou espreitar o Mateus só para me assegurar de que está tudo bem. Vejo se está quentinho, se está a respirar, às vezes chego ao ponto de o abanar assim muito ao de leve, ou de lhe fazer uma festinha na cara, só para ver se reage. Paranóias de mãe, mas não há nada a fazer. Aflige-me muito a ideia de que lhe possa acontecer alguma coisa estando ele ali ao meu lado e eu sem me dar conta. Tento cumprir todas as regras de segurança (não o tapar acima dos ombros, não ter brinquedos espalhados no berço, não o aquecer demasiado), mas há sempre alguma coisa que nos pode escapar. Mas pronto, dormir é de barriga para cima. Pelo menos, até se lembrarem de uma nova tese sobre o assunto!

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publicado às 09:33


21 comentários

De Ana Casqueira a 19.11.2013 às 18:25

Desculpa "discordar" de ti num ponto: "há imensos estudos e as pessoas têm de se actualizar".
Sim é verdade, temos que nos ir actualizando. Mas muitos pais só querem saber daquilo que os médicos dizem e não ligam nada a pessoas que "criaram 3 filhos e 4 sobrinhos"... e essas, por vezes sabem mais do que alguns médicos (principalmente se estes não tiverem filhos. Dou-te um exemplo do meu médico de família, que disse um dia à minha mãe que não está provado cientificamente que a febre que os bebés quando lhes nascem dentes, esteja relacionada com o nascimento dos dentes. No entanto, como pai, ele próprio, médico, disse que sim, a febre está associada ao nascimento dos dentes, porque ele próprio presenciou isso com os dois filhos.
Além disso, o assunto que me levou a escrever foi a história do umbigo. Eu, pessoalmente, não gosto nada de ver pessoas com o umbigo saído. Acho que fica inestético. Antigamente usava colocar-se uma moeda em cima do umbigo e depois uma faixa para a segurar, evitando assim que o umbigo saísse, principalmente quando os bebés choram. A minha mãe assim foi aconselhada (pelo médico) quando o meu irmão mais velho e eu nascemos, assim o fez. Quando o meu irmão mais novo nasceu há 11 anos, isso "já não se usava". Mas ela fê-lo na mesma, e o temos todos uns umbigos lindinhos! ahah
Tenho 5 primos pequenos, com idades compreendidas entre os 4 e o 1 ano. Quando o de quatro começou a ficar com o umbigo saído a minha mãe aconselhou a mãe dele a fazer tal como ela e colocar a moeda, ou pelo menos a faixa, para evitar que o umbigo saísse quando ele chorava (e este foi um bebé particularmente chorão). A mãe dele não quis saber, aconteceu o mesmo com a irmã dele que nasceu há 2 anos, e com os meus outros dois primos de 1,5 e 3 anos. As mães não ligaram nada ao que a minha aconselhou pois os médicos é que sabiam. Agora, os quatro têm umbigos saídos, sujeitos a criar hérnia e correrem o risco de serem operados. A minha prima mais nova, e que é também minha afilhada, é filha de uma tia minha com quem a minha mãe se dá extremamente bem (apesar de serem apenas cunhadas), e depois de ver o que aconteceu com os meus primos, a minha tia perguntou à minha mãe se devia colocar a moeda e a faixa. A minha mãe disse que acreditava que apenas a faixa bastaria, e a minha afilhada agora com 13 meses e meio tem um umbigo "normal", lindo e sem estar saído.

Hoje em dia os médicos dizem que não é preciso faixa nenhuma, a "mola" que colocam no cordão umbilical é suficiente, mas a realidade é que principalmente se o bebé chorar muito, correm o risco de ficar com o umbigo saído (e tal como disse, mais do que a parte estética, correm o risco de formar hérnia e terem de ser operados).

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