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Stresses de mãe

por A Pipoca Mais Doce, em 09.04.13

Na altura em que ainda não se sente o bebé mexer, a vida corre com muito mais tranquilidade. Depois vem aquela impressãozinha, aquele "ai-que-estou-aqui-a-sentir-qualquer-coisa-diferente" (às vezes são só puns) e, num instante, a impressão já se transformou em movimentos que não deixam margem para dúvidas: são chutos da pequena criatura, que agradece o facto de a mãe levar uma vida de cuidados e  de privações (adeus enchidos, saladas, etc e tal) assim, ao pontapé. Muito bonito. São chutos que já se vêem de fora e são engraçados, pelo menos para já, que ainda não me atingem violentamente os rins, nem o pâncreas, nem a bexiga, nem nada assim de muito relevante para a minha vida. Mas depois entramos noutro problema: o "oh-cum-caraças-que-hoje-ainda-não-senti-o-puto". Eu não quero ser stressadinha, nem irritante, nem paranóica, nem nada dessas coisas, mas uma pessoa habitua-se aos chutos e depois estranha-os quando não os sente. Sem dúvida que à noite o puto está sempre mais activo, ou então sou eu que sinto mais. De dia lá anda, tranquilo, na paz do Senhor, mas basta eu deitar-me para começar o regabofe de pontapés. Há sempre movimento, seja à noite, de manhã, a meio do dia, mas quando fico umas quatro ou cinco horas sem sentir nada, lá começo eu a a divagar e a traçar cenários de horror (e a espetar um ou outro dedo na barriga, para ver se surte efeito). É mais forte do que eu. Segundo a minha médica, nesta fase da gravidez, basta senti-lo uma vez por dia, mas eu sinto-me mais descansada se houver movimento com fartura. Hoje foi um desses dias em que o puto não quis dar um ar da sua graça. Senti qualquer coisinha de manhã, mas depois nada. Uma calmaria o dia todo. E já estava a ficar enervada. Há bocado queixei-me ao homem (que é um santo) e que lá me passou uma barrita Kinder para as mãos (diz que o chocolate agita os putos). E pronto, não demorou muito para ser brindada com um festival de chutos, o que já me vai deixar dormir muito mais sossegada. Aparentemente o truque é esse, enchê-lo de barrinhas Kinder. E de diabetes e de colesterol também. Oh, vida dura. 

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publicado às 23:34


50 comentários

De Anónimo a 10.04.2013 às 17:13

Que amorosa. :)

De Mama de Peep toe a 10.04.2013 às 17:35

São stresses mais que naturais. Eu fui igual. Ao 3 ou 4 já não deve ser assim...;).Mas o chocolate é tiro e queda. E a minha era igual. À noite queria era festarola. Até pensei que viesse com os sonos trocados. Gráça à Deussss que não.....uma paz de alma.....

De Andreia a 10.04.2013 às 19:31

Confesso que todos os dias ela se mexia...
Houve um dia às 30 semanas que não se mexeu. Resultado: fui fazer uma visita às urgências para me fazerem uma eco porque não estava descansada!
Claro que o médico se fartou de rir e disse para eu ficar caminha porque "olhe ela ali a mexer as mãozinhas"!
Coisas de mãe :) Mas serás uma óptima mãe :)

De cristina a 10.04.2013 às 20:41

Olá Pipoca,
eu senti exatamente a mesma coisa, o meu bebé sempre foi calminho nos chutos, as vezes para ver se ele se mexia, lá lhe dava uns valentes "empurrões" na barriga e só depois de vários minutos depois ele dava sinais de vida. Mas durante a noite ele n se mexia muito, era mais durante o dia. Mas eu ficava sempre muito preocupada quando não o sentia

De xaxia a 10.04.2013 às 22:34

Aproveita tudo, é maravilhoso.

De Anónimo a 11.04.2013 às 01:36

Ora aí está a grande resposta ao anterior post do Arrumadinho!
É assim que nasce uma Mãe!
A diferença é que Mãe tem útero!
E depois com a criança cá fora vai ser sempre a mesma coisa. As pequenas ansiedades sobre termos a CERTEZA que está bem, que não sofre, que é feliz...
Por isso essa história de dividir tarefas "ora agora vou lá eu", "ora agora vais lá tu", é muito subjectiva e definitivamente secundária.
Quase sempre a mãe é a 1ª a acordar quando o bebé se mexe, quando o bebé acorda, quando o bebé chora. E instintivamente se levanta para o vigiar, para lhe mudar a fralda, para o alimentar, para lhe aliviar as cólicas, para lhe dar colo, para o mimar... muitas vezes cansada, esgotada, cheia de sono.
Isto não quer dizer que o pai se deva abster de cuidar do seu bebé, ou que se deva fomentar a ansiedade da mãe. Nada disso. Mas a verdade é que uma Mãe nasce primeiro que um bebé e o Pai nasce depois do filho ter nascido. Por outro lado os homens são mais práticos e menos ansiosos (regra geral).
Isto para dizer que o facto de dividirem tarefas, participarem equitativamente nos trabalhos, estipularem horários entre o casal... nunca "libertará" cada um do sentimento de ser Pai/Mãe com tudo o que isso envolve.
Para mim e para o meu marido todas as tarefas relativas ao "cuidar" dos nossos 3 filhos têm sido peanuts ! Trabalhamos os dois fora de casa, mas somos práticos, operativos e sempre disponíveis para eles quando chegamos a casa, mesmo cansados. Não regateamos se um "vai lá mais vezes" do que o outro, porque na verdade, desde que os tivemos que estamos "presos" a eles para sempre.
E aí é que está a diferença. A parte prática, é uma tarefa como outra qualquer. (Até há empregadas a quem se paga para fazer isso!) Por isso fazer uma escala, alternarmos um com o outro, foi coisa com que nunca tivemos problemas. Ambos sabemos mudar fraldas, dar biberões e papas, vestir, dar banhos.. etc e confiamos plenamente um no outro.
Mas "o desligar", "o dormir que nem uma pedra", o "agora vou ali à minha vidinha sem filho", isso é que nunca mais volta!
O que é que adianta ser hoje "a noite do Pai" (porque a mãe teve um dia de trabalho extenuante) se eu sei que o bebé está a chorar cheio de cólicas?
Ou seja, nunca mais seremos os mesmos, nunca mais deixaremos de nos preocupar - a mesmíssima preocupação que sentíamos quando ele estava uns tempos sem dar pontapés, ainda na barriga.
E falo só das ansiedades normais, daquelas pequeninas, que são saudáveis e comuns à maioria das pessoas, porque são também os instintos de quem cria, de quem cuida...
Essa pequena preocupação de saber "se ele está bem" que nasce ainda com um filho na barriga, irá acompanhar os pais para SEMPRE. Umas vezes será uma preocupação bem pequenina, mas outras haverá em que dói como tudo, mesmo depois de eles já serem grandes e autónomos.
E nessas alturas volta-se a sentir o útero e a desejar que houvesse um doppler que nos dissesse: "Ele está feliz".

De Me a 11.04.2013 às 10:51

Adorei a frase "Mas a verdade é que uma Mãe nasce primeiro que um bebé e o Pai nasce depois do filho ter nascido". É TÃOOOOOO verdade!

De Cristina a 11.04.2013 às 10:48

Ana,

As mães (mulheres) são mesmo todas iguais!! Este post poderia ter sido escrito por mim ou pela maioria das mães do planeta, que todas iriam escrever algo parecido sobre o "flagelo do pontapé".
Mas eu ainda fui mais longe na paranóia.

Certa noite, durante a gravidez da minha filha Luísa (a mais velha), acordo com uma batida leve mas constante e insistente na barriga.
Pensei: "olha, que curioso, tantos mini pontapés exactamente iguais..."
A coisa continuou e eu comecei a não achar muita piada. Passado meia hora ainda estava a sentir a mesma batida e já me assemelhava à miúda do Exorcista, só faltando mesmo a cabeça a dar uma volta de 360 graus.
Se me tinha aguentado até ali sem acordar o meu marido, à 500ª batida daquelas, acordei-o já lavada em lágrimas: -Steve!!! Acorda!! A menina tem um tique!!!
O meu marido (que by the way também é um Santo) apanhou o susto da vida dele. Lá pôs a mão na barriga e também sentiu o tal "batuque" repetido e incessante.
Como habitual, o calmo Steve disse: Vais ver que não é nada! Ao que eu respondi (ainda mais transfigurada): Não é nada??? Se a menina nascer com um tique quero ver se dizes que não é nada!!
No dia seguinte fui trabalhar, com quase uma directa em cima e, de repente, lá começa o batuque novamente.
Não querendo dar parte fraca e de maluquinha, aguentei até onde podia, até desatar a chorar à frente das minhas colegas.
Felizmente, uma delas que já era mãe, depois de ouvir o meu relato lancinante, me diz à laia de Steve (com muita calma): Isso são soluços, a Maria teve imensos dentro da minha barriga.
Ah, pronto...


De Margarida a 11.04.2013 às 17:37

Já há muito tempo que não comento, mas tenho visitado regularmente. E tenho assistido com muita alegria aos relatos que faz sobre esta nova fase da sua vida. Ai os pontapés... é tal e qual como diz, passamos todas pelo mesmo. De noite queremos dormir, eles mexem e mexem, de dia andam embaladinhos com os nossos movimentos. O chocolate, ai coisa boa! A médica proibiu-me sempre, mas à 3ª gravidez já nem respeitei. Uns quadradinhos de chocolate negro era certinho todas as semanas. Não deve ter feito mal, o matreiro já tem nove anos, é muito saudável e esperto, só tem uma coisa... enquanto os irmãos adoram chocolate tal como a mãe, ele detesta! Lolol, terei exagerado ?

De Anita Costa a 11.04.2013 às 21:59

Instinto materno =)
Que giro!

De Entre Biberons e Batons a 11.04.2013 às 23:13

Lembro-me tão bem de sentir esse stress! Que horror. E ficava irritada comigo por estar a stressar com isso, mas o que é que se há de fazer? Depois lá me disseram para comer coisas com açúcar (sem exagerar) se estivesse já em desespero. E eu cá comia. Sem sacrifício algum! ;)

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