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Ao pai o que é do pai!

por A Pipoca Mais Doce, em 02.02.15

 

 

Não é por mal. A sério, não é por mal, mas, muitas vezes, os pais acabam por passar para segundo plano. As mães sentem que sabem tudo e sentem que sabem melhor. No meu caso até nem tinha razão para pensar assim. O meu homem já tinha experiência, já estava preparado para os truques e manhas que um bebé traz, eu estava completamente verde na matéria. Mas, ainda assim, eu sentia (sinto) que sei sempre mais. É bom pai, é óptimo pai, faz tudo o que eu faço, mas acho sempre que a minha maneira de fazer é diferente (e melhor!). Faço com mais jeitinho, com mais mimo e também com mais eficácia. Sabem aquela coisa de os vermos a fazer uma coisa (vestir, dar a sopa, mudar a fralda) e sentirmo-nos a ferver por dentro enquanto pensamos que já teríamos despachado a mesmíssima tarefa em muito menos tempo? Pois. A coisa, muitas vezes, já vem da gravidez. Porque somos nós que os acartamos, somos nós que engordamos, somos nós que sentimos os pontapés nos rins, somos nós que sentimos que nos estão a perfurar um pulmão, somos nós que não temos posição para dormir, somos nós que vamos à casa de banho 18 vezes por dia. Sobre o parto é melhor nem falar. Eles lá vão, fazendo o que podem, muitas vezes debaixo do nosso olhar assassino e hormonalmente descompensado. Mas, repito, não é por mal, é só uma coisa nossa, das mães (ou, pelo menos, das mais mais impacientes, como eu). Foi por isso que achei a maior graça ao anúncio da Feira do Bebé do Continente, que está agora a passar na televisão e faz uma espécie de homenagem aos pais. Aos pais que, por mais incompetentes que possam parecer, se esforçam, que dão o litro, que tentam agradar-nos das mais variadas maneiras, que nos aturam as crises, que mudam fraldas, que dão biberões, que passam noites a tentar pôr fim àquele choro agudo que nos mexe com os nervos, que lhes arrancam as maiores gargalhadas. Aos pais que tanto fazem e que tantas vezes ficam no tal segundo plano. Mas sem querer, já disse que é sem querer! Esta campanha relembra que eles são tão importantes como nós, num mundo em que praticamente tudo gira em torno da dinâmica "mamã/bebé". Relembra com graça, com humor, com sentimento, e obriga-nos a dar a mão à palmatória. Muitas vezes, e na tentativa de quererm ajudar, eles até podem ser os maiores empatas de sempre, mas sem eles a vida não teria metade da graça.

Todas as informações sobre a Feira do Bebé no Continente podem ser encontradas aqui

 

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publicado às 09:40


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