por A Pipoca Mais Doce, em 26.10.14
Muita gente me pergunta como é a relação entre o Mateus e o Manolo. Há quem esteja à espera de bebé e não saiba como é que o cão vai reagir, há quem já tenha crianças e não saiba se deve ter um cão, enfim, há de tudo um pouco. Cá por casa, os dois bebés da família sempre se deram lindamente. Quando o Mateus chegou a casa o Manolo não lhe ligou muito. Rondava o berço e a alcofa, tentava enfiar uma patita lá dentro, tinha alguma curiosidade por aquela coisa mínima que às vezes berrava, mas era só isso. Ainda assim, sempre teve um instinto bastante protector. Deitava-se no chão ao lado da alcofa e ali ficava. Agora que estão os dois mais crescidos, são basicamente os melhores amigos. São verdadeiros irmãos, com tudo o que isso tem de bom (e de menos bom, às vezes). Partilham brinquedos (aliás, disputam sempre os mesmos brinquedos), passam a vida atrás um do outro, não se largam. O Manolo, que sempre foi bastante enérgico, com o Mateus é um paz de alma. O miúdo gatinha por cima dele, dá-lhe umas palmadas, puxa-lhe as orelhas, arranca-lhe a bola da boca, vai buscar a escova para o pentear, e o Manolo atura-lhe tudo. Mas também passa a vida a lamber o Mateus, a cheirar-lhe a fralda (coisa que ele odeia), a tentar sacar-lhe os brinquedos. Têm uma relação muito gira e é engraçado ver como se entendem. De quando em vez o Mateus lá aparece a choramingar porque o Manolo lhe fez alguma, mas passa depressa. E se o Manolo acha que estamos a dar demasiados mimos ao miúdo também vem reclamar festas ou aparece com um brinquedo. Tenho a certeza que o Manolo seria incapaz de o magoar, mas também convém que o Mateus não estique demasiado a corda. Gosto muito que ele cresça com um bicho e gosto ainda mais de ver a cumplicidade que têm. Não sei se todas as experiências "bebé-cão" correm bem, mas cá por casa não nos podemos queixar. =)
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4 comentários
De Sílvia a 27.10.2014 às 10:58
Passasse exactamente o mesmo com o meu pequeno e uma cadelinha (pequena) que já tínhamos. No início ela teve um pouco de ciúmes e não sabia muito bem lidar com a falta de atenção, que antes era só dela. No início até se notava ela a olhar de lado, de vez em quando até lhe rosnava... Mas eu fui insistindo em colocá-lo junto a ela, sempre observado por nós, aliás éramos nós que lhe pegávamos ao colo (ele ainda não andava, nem gatinhava), sempre disse para nunca bater à cadela quando ela fizesse isso, ralhar sim, mas não bater, nem a afastar dele, porque aí os ciúmes aumentariam. E hoje é como descreve com os seus, são os melhores amigos.
Além dessa pequena, que está mais em contacto com ele, tenho dois grandes, um lavrador e uma boxer, e, embora nunca esteja sozinho com eles claro, faço por eles terem algum contacto desde cedo, e eles também o adoram, têm super cuidado com ele.
Acho óptimo para uma criança ter um animal, sempre convivi com cães, por isso nem via a coisa de outra forma! Para quem já os tem, exige um pouco de paciência no início, mas depois é óptimo! Como tudo o que vale a pena na vida!
De fgyui a 27.10.2014 às 15:37
Lavrador é quem lavra a terra, se o tem juntamente com o boxer tenha dó do homem e deixe-o estar com a criança.
Se queria falar da raça do cão, essa é laBrador.
De Sílvia a 29.10.2014 às 10:51
Sabe que o "v" e o "b" estão ao lado um do outro no teclado? Sabes que escrever no local de trabalho, sem verificar depois o que se escreve, pode ser complicado? Sabe (não sabe) que eu sou do Porto, por mim não deveriam existir v e b, um só bastava!
Eu quando leio comentários dos leitores faço-o na diagonal, não tenho tempo para mais e nunca corrijo ninguém, por esse mesmo motivo. Admira-me que hajam pessoas com tanto tempo livre, mas agradeço-lhe a paciência!! Para a próxima poupe-se e gaste o tempo em algo mais útil, porque eu já sabia aquilo que escreveu!
De fgyui a 31.10.2014 às 23:33
Não iria responder mas queria lhe dizer para relaxar um pouco, ninguém a está a julgar nem é um ataque pessoal, não é necessário ser tão defensiva.
Foi só um reparo a um erro (muito) comum, independentemente de ser do Porto ou não (e que tentei corrigir com algum humor, sem ofender).
Desejo-lhe muitas felicidades, a si e aos seus.
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